PL de Flávio tem mais alianças estaduais com Podemos e Novo
Centrão, que evitou coligação nacional com senador, vem atrás: são 10 alianças com União-PP e 8 com Republicanos

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado
Depois de não conseguir atrair partidos de centro e do centrão para sua coligação presidencial, o PL de Flávio Bolsonaro soma mais alianças estaduais com o Podemos e o Novo, legendas que não integram o grupo dos maiores partidos do país.
A formalização das candidaturas na Justiça Eleitoral mostra o PL ao lado do Podemos em 14 disputas para governador e do Novo em 13.
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Flávio tentou atrair o Podemos para sua chapa nacional, com a presidente da legenda, Renata Abreu, cotada para vice. O Novo, por sua vez, lançou Romeu Zema à Presidência.
Em nove estados, PL, Podemos e Novo estão juntos na mesma coligação: Amapá, Bahia, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Nas alianças com o Podemos, o PL encabeça 6 das 14 candidaturas a governador: Sergio Moro, no Paraná, Álvaro Dias, no Rio Grande do Norte, Marcos Rogério, em Rondônia, Zucco, no Rio Grande do Sul, Jorginho Mello, em Santa Catarina, e Ricardo Marques, em Sergipe.
Nos outros oito estados, PL e Podemos se unem em torno de candidatos de outras legendas. Estão nesse grupo, entre outros, ACM Neto (União Brasil), na Bahia, e Celina Leão (PP), no Distrito Federal.
A ligação estadual entre PL e Novo é ainda mais marcada por candidaturas do próprio partido de Flávio. Em 10 das 13 coligações entre as duas legendas, o candidato a governador é do PL.
Abaixo de Podemos e Novo aparecem os dois principais grupos do centrão que rejeitaram uma aliança nacional com Flávio. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, está com o PL em dez estados.
O Republicanos está com o PL em oito, apenas um a mais do que as sete alianças que firmou nos estados com a Federação liderada pelo PT.
PL, Republicanos e União-PP estão juntos em seis disputas para governador. Entre elas duas das principais eleições estaduais do país: São Paulo, com Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Bahia, com ACM Neto.
União-PP e Republicanos optaram pela neutralidade na eleição presidencial e liberaram suas estruturas estaduais para composições locais. Sem conseguir levar nenhuma das duas forças para sua coligação nacional, Flávio registrou uma chapa puro-sangue do PL, com o deputado Alfredo Gaspar (AL) como vice.
Como mostrou o SBT News, o PT de Lula também firmou alianças nos estados com partidos de centro e de direita, em especial PSD (10), MDB (8) e Republicanos (7).





















