Política

Flávio: meu pai tinha o ‘Posto Ipiranga’, eu tenho a ‘DanIA’

Daniella Marques acompanha senador desde a pré-campanha e ocupa papel semelhante ao de Paulo Guedes com Jair Bolsonaro

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Jessica Cardoso
Flávio Bolsonaro e Daniella Marques | Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

Flávio Bolsonaro e Daniella Marques | Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (20) que, assim como seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve Paulo Guedes como aliado na área econômica, ele conta com Daniella Marques como uma espécie de “inteligência aumentada”. Em transmissão ao vivo no YouTube, o senador chamou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal de “DanIA”, em uma brincadeira com o nome dela.

“Meu pai tinha o Paulo Guedes, o PG, que ele chamava de Posto Ipiranga. [...] Uma forma carinhosa [que] meu pai sempre chamava porque, realmente, é referência na parte econômica. Eu estou aqui com a Dani. Vou começar a te chamar de ‘DanIA’. ‘DanIA’ de a minha inteligência aumentada”, disse Flávio, provocando uma primeira reação de Daniella, que arregalou levemente os olhos e sorriu de boca fechada.

Em seguida, o senador perguntou, em tom de brincadeira, se ela preferia ser chamada de “Posto Ipiranga”.

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“Não. Seu pai é insubstituível e o PG também é insubstituível. DanIA eu gosto”, respondeu.

Daniella Marques foi braço direito de Paulo Guedes no Ministério da Economia durante o governo Bolsonaro. Em seguida, foi nomeada para presidir a Caixa Econômica Federal, cargo que ocupou até janeiro de 2023. Ela chegou a ser uma das cotadas para ser vice de Flávio e, desde a pré-campanha, tem aparecido ao lado do senador.

A ex-presidente da Caixa também participa de praticamente todas as lives de Flávio às quintas-feiras, em um formato semelhante ao adotado por Bolsonaro. Nas transmissões, Daniella costuma defender pautas relacionadas às mulheres e abordar temas econômicos. Ela, inclusive, foi escolhida para acompanhar o senador na live dedicada ao programa do candidato voltado às mulheres.

Na transmissão desta quinta-feira (20), Flávio e Daniella falaram sobre a crise das Casas Bahia, que protocolou um pedido de recuperação judicial após registrar uma dívida de R$ 17,3 bilhões. O senador destacou o papel histórico da varejista, afirmando que, por meio dos carnês, a empresa ajudou milhões de brasileiros a comprar a primeira mesa, sofá, geladeira ou fogão.

“É muito triste ver um império desse fechando as portas porque também não está aguentando mais sobreviver nesse ambiente hostil que o Brasil tem hoje aos empreendedores”, disse, pedindo, em seguida, que Daniella explicasse os fatores que contribuíram para a crise da empresa.

Ambos atribuíram ao atual governo a responsabilidade pelo endividamento e relacionaram o cenário ao aumento da dívida pública, dos impostos e da arrecadação, acompanhado pela elevação dos gastos. Segundo eles, esse desequilíbrio contribui para a alta dos juros e da inflação.

“E essa taxa de juros é a que também é usada como parâmetro para corrigir a dívida de quem está assistindo a gente. Então, quando o governo se endivida, o gráfico é igual. Eu fico impressionado. A curva é a mesma. O governo se endivida, e as famílias se endividam igualzinho”, disse Flávio.
“E as empresas”, acrescentou Daniella.

Segundo a ex-presidente da Caixa, o Brasil tem, atualmente, a maior carga tributária e o maior juro real do mundo. Para ela, o cenário é resultado do aumento dos gastos públicos, sem prioridade e acompanhado de uma estrutura inchada do governo.

“Muito simples, o pecado original é a gastança. E a gastança sem prioridade, má-gestão dos ativos da União, estrutura inchada de ministério [...] E isso tudo, juros mais impostos, está no preço da comida, da geladeira, na prestação de todas as famílias que estão devendo”, disse.

Daniella defendeu, então, o corte de despesas consideradas não essenciais, como gastos com viagens e aviões, além da redução da estrutura dos ministérios e de cargos comissionados. Segundo ela, o reequilíbrio entre receitas e despesas permitiria zerar o déficit, reduzir os juros e, consequentemente, a dívida das empresas e das famílias. “Esse é o primeiro passo”, afirmou.

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