MDB e PSD têm mais coligações entre partidos independentes
Centrão está mais aliado entre si nos estados do que a chapas que incluem a federação de Lula ou o PL de Flávio

Baleia Rossi e Gilberto Kassab, presidentes de MDB e PSD | Divulgação
MDB e PSD formam a principal dobradinha estadual entre os partidos de centro que seguiram caminho próprio em relação aos dois principais polos da eleição presidencial.
A consolidação das candidaturas informadas à Justiça Eleitoral mostra as duas siglas juntas em 15 disputas para governador.
O número é bem superior ao das demais combinações dentro desse grupo. PSDB e Podemos estão juntos em oito estados. MDB e Podemos, MDB e PSDB e PSD e Podemos aparecem em sete cada um.
O MDB optou pela neutralidade na eleição presidencial e liberou seus diretórios estaduais. O PSD lançou Ronaldo Caiado ao Planalto, com o presidente da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice, mas também deu ampla autonomia às seções regionais.
MDB e PSD estão juntos em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Em nove dos 15 estados, um dos dois partidos encabeça a candidatura.
O MDB lidera cinco dessas chapas, com Renan Filho, em Alagoas, Daniel Vilela, em Goiás, Hana Ghassan, no Pará, Cícero Lucena, na Paraíba, e Gabriel Souza, no Rio Grande do Sul.
O PSD encabeça outras quatro, com Omar Aziz, no Amazonas, Sandro Alex, no Paraná, Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, e João Rodrigues, em Santa Catarina.
Nos outros seis estados, MDB e PSD apoiam juntos candidatos de outras legendas. São Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, Elmano de Freitas (PT), no Ceará, Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul, Rafael Fonteles (PT), no Piauí, Allyson (União Brasil), no Rio Grande do Norte, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo.
O mapa mostra também como as alianças estaduais atravessam a divisão da disputa presidencial. Em sete desses 15 estados, MDB e PSD aparecem juntos também com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Já em relação ao PL de Flávio Bolsonaro a dupla está junta em apenas duas disputas: São Paulo e Mato Grosso do Sul.






















