A decisão desta sexta-feira, 21, mantém uma condenação que já estava em vigor. A defesa tentava derrubar a punição, mas o recurso foi rejeitado. Com isso, segue valendo a inelegibilidade de oito anos aplicada pela Justiça Eleitoral por fatos ocorridos na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024.
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O caso envolve o chamado “campeonato de cortes”, iniciativa criada durante a campanha de 2024 para estimular apoiadores a produzir e divulgar vídeos com trechos de falas de Marçal nas redes sociais.
O TRE-SP entendeu que a campanha montou uma estrutura para remunerar influenciadores pela produção dos vídeos e que a estratégia configurou uso indevido dos meios de comunicação. Marçal terminou a eleição municipal em terceiro lugar.
A defesa contestou a condenação e tentou levar a discussão adiante por meio de recurso. O presidente do TRE-SP, porém, não admitiu o recurso. Segundo a decisão, uma nova análise exigiria reexaminar as provas do processo, o que não é permitido nessa etapa.
O Ministério Público Eleitoral também havia recorrido. A intenção era ampliar a condenação para incluir abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos. Esse pedido também foi rejeitado por falta de provas suficientes sobre o efetivo pagamento de prêmios em dinheiro.
A manutenção da condenação aumenta a dificuldade para Marçal disputar a Presidência em 2026. A inelegibilidade permanece até 2032, mas o empresário ainda tenta viabilizar sua candidatura por meio de recursos à Justiça Eleitoral.
A decisão do TSE está relacionada a outro problema: a filiação partidária de Marçal. A Procuradoria-Geral Eleitoral questiona se ele estava regularmente filiado ao PRTB dentro do prazo exigido para disputar a eleição.
Marçal pode ser candidato?
Por enquanto, a candidatura foi registrada, mas isso não significa que ela esteja definitivamente validada. O TSE ainda precisa analisar o mérito do registro.
Além da questão da filiação, a Corte terá de considerar a condenação que mantém Marçal inelegível até 2032. Por isso, a decisão desta sexta-feira representa mais um obstáculo para a tentativa do empresário de disputar a Presidência.
Na prática, Marçal acumula agora duas frentes de disputa na Justiça Eleitoral: tenta reverter a condenação que o deixa inelegível e, ao mesmo tempo, busca validar o registro de sua candidatura presidencial.
O que acontece agora
A defesa de Marçal ainda pode recorrer ao TSE contra a decisão do TRE-SP. Paralelamente, o TSE seguirá analisando o registro da candidatura presidencial.
Até que haja uma decisão definitiva, portanto, Marçal permanece inelegível em razão da condenação de 2024 e sujeito às restrições impostas pelo TSE à campanha.
Marçal inelegível: entenda decisão do TRE-SP e o que mudaPresidente do Tribunal Regional Eleitoral rejeitou recurso da defesa e manteve condenação que impede empresário de disputar eleições até 2032Política2026-08-24T15:23:49.893ZO presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré, A decisão também preserva a multa de R$ 420 mil. A decisão desta sexta-feira, 21,A defesa tentava derrubar a punição, mas o recurso foi rejeitado. Com isso, segue valendo a inelegibilidade de oito anos aplicada pela Justiça Eleitoral por fatos ocorridos na campanha à Prefeitura de São Paulo em 2024. Por que Marçal foi condenado O caso envolve o chamado “campeonato de cortes”, iniciativa criada durante a campanha de 2024 para estimular apoiadores a produzir e divulgar vídeos com trechos de falas de Marçal nas redes sociais. O TRE-SP entendeu que a campanha montou uma estrutura para remunerar influenciadores pela produção dos vídeos e que a estratégia configurou uso indevido dos meios de comunicação. Marçal terminou a eleição municipal em terceiro lugar. A defesa contestou a condenação e tentou levar a discussão adiante por meio de recurso. O presidente do TRE-SP, porém, não admitiu o recurso. Segundo a decisão, uma nova análise exigiria reexaminar as provas do processo, o que não é permitido nessa etapa. O Ministério Público Eleitoral também havia recorrido. A intenção era ampliar a condenação para incluir abuso de poder econômico e captação e gastos ilícitos de recursos. Esse pedido também foi rejeitado por falta de provas suficientes sobre o efetivo pagamento de prêmios em dinheiro. O que muda para a candidatura de Marçal A manutenção da condenação aumenta a dificuldade para Marçal disputar a Presidência em 2026. A inelegibilidade permanece até 2032, mas o empresário ainda tenta viabilizar sua candidatura por meio de recursos à Justiça Eleitoral. O caso ganhou ainda mais peso depois de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quinta-feira, 20. Por unanimidade, a Corte determinou, em caráter cautelar, que enquanto o registro de sua candidatura é analisado. A decisão do TSE está relacionada a outro problema: a filiação partidária de Marçal. A Procuradoria-Geral Eleitoral questiona se ele estava regularmente filiado ao PRTB dentro do prazo exigido para disputar a eleição. Marçal pode ser candidato? Por enquanto, a candidatura foi registrada, mas isso não significa que ela esteja definitivamente validada. O TSE ainda precisa analisar o mérito do registro. Além da questão da filiação, a Corte terá de considerar a condenação que mantém Marçal inelegível até 2032. Por isso, a decisão desta sexta-feira representa mais um obstáculo para a tentativa do empresário de disputar a Presidência. Na prática, Marçal acumula agora duas frentes de disputa na Justiça Eleitoral: tenta reverter a condenação que o deixa inelegível e, ao mesmo tempo, busca validar o registro de sua candidatura presidencial. O que acontece agora A defesa de Marçal ainda pode recorrer ao TSE contra a decisão do TRE-SP. Paralelamente, o TSE seguirá analisando o registro da candidatura presidencial. Até que haja uma decisão definitiva, portanto, Marçal permanece inelegível em razão da condenação de 2024 e sujeito às restrições impostas pelo TSE à campanha. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/marcal-inelegivel-entenda-decisao-do-tre-sp-e-o-que-muda
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