Estados: esquerda se une e centro oscila entre Lula e Flávio
Mapa das coligações estaduais revela PSD e MDB mais próximos da federação petista, Republicanos ao meio e União, PP, Podemos e Novo mais com PL

As coligações para a disputa aos governos estaduais mostram que, assim como no campo federal, a esquerda mostra uma coesão muito maior que o centro e a direita, que se divide entre alianças com o PT de Lula e o PL de Flávio Bolsonaro.
Levantamento do SBT News com base nas candidaturas registradas na Justiça Eleitoral mostra que os sete partidos que formam a chapa de Lula à reeleição (PT, PSB, PC do B, PV, PDT, PSOL e Rede) estão em grande parte coligados nos estados.
Desse grupo, só há duas exceções, as duas relativas ao PDT, que está em uma mesma coligação do PL nas disputas aos governos do Acre e de Alagoas.
Já com o direitista centrão (União Brasil, PP e Republicanos) e os outros dois principais partidos de centro (PSD e MDB), há uma divisão.
O PSD, que lançou Ronaldo Caiado à Presidência, está em dez coligações para governador com a federação de Lula e em apenas três com o PL.
O MDB, que optou pela neutralidade na disputa presidencial, também pende para o lado do petista. São oito alianças com a federação do PT e cinco com o partido de Flávio.
O Republicanos aparece praticamente no centro da régua. Está em sete coligações com a federação petista e em oito com o PL.
A partir daí, o movimento se inverte.
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP (Progressistas), integra dez coligações com o PL e apenas quatro com a federação de Lula.
A diferença cresce entre partidos menores de centro-direita e direita. O Podemos está com o PL em 14 estados e com a federação petista em quatro. O Novo, que lançou Romeu Zema à Presidência, aparece em 13 alianças com o partido de Flávio e em nenhuma com o PT.

Isso não significa que as coligações estaduais reproduzam uma divisão ideológica diretamente vinculada à disputa federal, já que a realidade local tende a se sobrepor.
Em muitos estados, os partidos do centro preferiram alianças entre si.
MDB e PSD, por exemplo, estão juntos em 15 disputas para governador. Republicanos e União-PP também dividem 15 palanques estaduais.
Nos dois casos, a associação entre esses partidos é mais frequente do que a aproximação com um dos dois polos presidenciais.






















