Renan propõe novo regime de trabalho: "CLT deu errado"
Candidato do Missão à Presidência defende modelo com menos impostos para aumentar base de contribuintes e sustentar sistema previdenciário
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Felipe Moraes
Candidato do Missão à Presidência, Renan Santos | Reprodução/X/Twitter
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (25) que a "CLT deu errado" e que o Brasil precisa de um novo regime de trabalho, com menos impostos, para aumentar a base de trabalhadores formais e sustentar o sistema previdenciário.
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"O principal direito trabalhista é o direito de trabalhar e ele está deixando de existir, especialmente o trabalho formal", disse o presidenciável em entrevista à TMC News Br. Segundo ele, brasileiros têm optado pelo MEI (microempreendedor individual) porque "sabem que [a CLT] não está valendo a pena".
"Eu trabalho com MEI. É um cambalacho que todos nós precisamos fazer pra poder contratar alguém sabendo que não vai tomar ação trabalhista e pagar menos impostos pro governo", comentou.
"Se a pessoa é contratada CLT, perde metade do que deveria receber pra dar pro governo via impostos. Precisamos criar um regime em que aumenta a base, atinge o informal e todos contribuem", sugeriu.
Para Santos, com aumento da massa de trabalhadores formais, "todo mundo vai pagar menos imposto porque a base [de contribuintes] aumenta".
"Todo mundo contribui menos e o sistema fica de pé. Mas todo mundo vai estar formalizado e vira titular de direitos. Precisamos fazer isso. No modelo como está, emprego formal deixa de existir e ainda tem concorrência do assistencialismo", completou, em referência a pessoas que, segundo ele, somam ganhos com Bolsa Família a "bicos".
Ainda na pauta econômica, o candidato do Missão criticou a política fiscal em vigor e defendeu a revisão de isenções fiscais sem impactar as categorias de MEI e Simples Nacional. "Apenas o Brasil, das nações em desenvolvimento e desenvolvidas, pratica esse tipo de política fiscal, que é suicida. Dá com uma mão e tira com a outra", opinou.
"Indexar ao aumento do salário mínimo a aposentadoria e o BPC. Pra pessoa que está produzindo, se transforma em ganho real pra quem não está. Isso vai gerar pressão fiscal, que gera pressão inflacionária, que gera aumento de juros. E, aí, poder de compra de todos diminui. A gente vai corrigir pela inflação", explicou.
Na avaliação de Santos, "da maneira como está, [a economia] crescendo ou não, gasto [público] vai explodir e não vai ter aposentadoria pra ninguém". "Precisamos mexer em muitas renúncias fiscais", acrescentou, ponderando que a maior parte é vinculada ao MEI e ao Simples.
"Acho suicídio mexer [nessas categorias]. Porque economia brasileira pequena está baseada nisso. A gente vai ter de criar um sistema de trabalho que permite que haja arrecadação, baixíssimos impostos e aumento da base", repetiu.
Renan propõe novo regime de trabalho: "CLT deu errado"Candidato do Missão à Presidência defende modelo com menos impostos para aumentar base de contribuintes e sustentar sistema previdenciárioPolítica2026-08-25T13:32:23.169ZO candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (25) que a "CLT deu errado" e que o Brasil precisa de um novo regime de trabalho, com menos impostos, para aumentar a base de trabalhadores formais e sustentar o sistema previdenciário. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "O principal direito trabalhista é o direito de trabalhar e ele está deixando de existir, especialmente o trabalho formal", disse o presidenciável em entrevista à TMC News Br. Segundo ele, brasileiros têm optado pelo MEI (microempreendedor individual) porque "sabem que [a CLT] não está valendo a pena". "Eu trabalho com MEI. É um cambalacho que todos nós precisamos fazer pra poder contratar alguém sabendo que não vai tomar ação trabalhista e pagar menos impostos pro governo", comentou. "Se a pessoa é contratada CLT, perde metade do que deveria receber pra dar pro governo via impostos. Precisamos criar um regime em que aumenta a base, atinge o informal e todos contribuem", sugeriu. Para Santos, com aumento da massa de trabalhadores formais, "todo mundo vai pagar menos imposto porque a base [de contribuintes] aumenta". "Todo mundo contribui menos e o sistema fica de pé. Mas todo mundo vai estar formalizado e vira titular de direitos. Precisamos fazer isso. No modelo como está, emprego formal deixa de existir e ainda tem concorrência do assistencialismo", completou, em referência a pessoas que, segundo ele, somam ganhos com Bolsa Família a "bicos". Ainda na pauta econômica, o candidato do Missão criticou a política fiscal em vigor e defendeu a revisão de isenções fiscais sem impactar as categorias de MEI e Simples Nacional. "Apenas o Brasil, das nações em desenvolvimento e desenvolvidas, pratica esse tipo de política fiscal, que é suicida. Dá com uma mão e tira com a outra", opinou. "Indexar ao aumento do salário mínimo a aposentadoria e o BPC. Pra pessoa que está produzindo, se transforma em ganho real pra quem não está. Isso vai gerar pressão fiscal, que gera pressão inflacionária, que gera aumento de juros. E, aí, poder de compra de todos diminui. A gente vai corrigir pela inflação", explicou. Na avaliação de Santos, "da maneira como está, [a economia] crescendo ou não, gasto [público] vai explodir e não vai ter aposentadoria pra ninguém". "Precisamos mexer em muitas renúncias fiscais", acrescentou, ponderando que a maior parte é vinculada ao MEI e ao Simples. "Acho suicídio mexer [nessas categorias]. Porque economia brasileira pequena está baseada nisso. A gente vai ter de criar um sistema de trabalho que permite que haja arrecadação, baixíssimos impostos e aumento da base", repetiu.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/renan-propoe-novo-regime-de-trabalho-clt-deu-errado