Carta de apoio a Fachin cobra transparência e reforma no STF
Armínio Fraga, Pedro Malan, Pérsio Arida e Miguel Reale Jr. estão entre os signatários; plenário se reúne na terça em meio à crise provocada pelo caso Master
SBT News
O ministro do STF Edson Fachin | Antonio Augusto/STF
Um grupo de 199 empresários, economistas, juristas, acadêmicos, sindicalistas e ex-integrantes do governo divulgou neste domingo (13) uma carta em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em meio à crise provocada pelas investigações relacionadas ao caso Banco Master.
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O documento defende uma apuração “rigorosa e imparcial” das acusações que vieram a público nas últimas semanas e cobra transparência nas investigações e na sessão extraordinária do plenário marcada para terça-feira (15).
A carta não menciona nominalmente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, nem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorre, porém, às vésperas da sessão extraordinária convocada por Fachin para analisar a Petição 16.662, que reúne o relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens encontradas no celular do então controlador do Banco Master e relacionadas a Moraes.
Nos últimos dias, ministros também pediram acesso à íntegra dos dados extraídos do aparelho antes do julgamento.
“Os cidadãos e representantes da sociedade civil abaixo assinados vêm manifestar seu integral apoio às medidas adotadas por V. Ex.ª, com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal”, afirma a carta.
Entre os signatários estão os economistas Pérsio Arida, André Lara Resende, Edmar Bacha e Pedro Malan, que estiveram entre os principais formuladores e responsáveis pela implementação do Plano Real. Também assina o documento Armínio Fraga, que presidiu o Banco Central (BC) entre 1999 e 2003.
Também assinaram o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o jurista Miguel Reale Jr., o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre, o ex-presidente da Suzano Walter Schalka, o ex-presidente da Petrobras Pedro Parente, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho, o jurista Joaquim Falcão e o cientista político Sergio Fausto, diretor-geral da Fundação FHC.
Os autores afirmam que o Supremo atravessa a “mais grave crise” de sua história e defendem a responsabilização de quem eventualmente tenha violado a lei ou os deveres do cargo.
“A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”, diz o texto.
Carta pede reformas no Supremo
Além da investigação dos fatos recentes, os signatários defendem mudanças na estrutura e no funcionamento do STF. A carta cita a necessidade de fortalecer decisões colegiadas, prevenir conflitos de interesse, estabelecer regras mais rígidas de conduta e ampliar a transparência e o controle da sociedade sobre a Corte e seus integrantes.
“O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional”, afirma.
Carta de apoio a Fachin cobra transparência e reforma no STFArmínio Fraga, Pedro Malan, Pérsio Arida e Miguel Reale Jr. estão entre os signatários; plenário se reúne na terça em meio à crise provocada pelo caso MasterPolítica2026-09-13T23:01:13.323ZUm grupo de 199 empresários, economistas, juristas, acadêmicos, sindicalistas e ex-integrantes do governo divulgou neste domingo (13) uma carta em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em meio à crise provocada pelas investigações relacionadas ao caso Banco Master. O documento defende uma apuração “rigorosa e imparcial” das acusações que vieram a público nas últimas semanas e cobra transparência nas investigações e na sessão extraordinária do plenário marcada para terça-feira (15). A carta não menciona nominalmente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, nem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A manifestação ocorre, porém, às vésperas da sessão extraordinária convocada por Fachin para analisar a Petição 16.662, que reúne o relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens encontradas no celular do então controlador do Banco Master e relacionadas a Moraes. Nos últimos dias, ministros também pediram acesso à íntegra dos dados extraídos do aparelho antes do julgamento. “Os cidadãos e representantes da sociedade civil abaixo assinados vêm manifestar seu integral apoio às medidas adotadas por V. Ex.ª, com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal”, afirma a carta. Entre os signatários estão os economistas Pérsio Arida, André Lara Resende, Edmar Bacha e Pedro Malan, que estiveram entre os principais formuladores e responsáveis pela implementação do Plano Real. Também assina o documento Armínio Fraga, que presidiu o Banco Central (BC) entre 1999 e 2003. Também assinaram o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o jurista Miguel Reale Jr., o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sergio Nobre, o ex-presidente da Suzano Walter Schalka, o ex-presidente da Petrobras Pedro Parente, o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Luciano Coutinho, o jurista Joaquim Falcão e o cientista político Sergio Fausto, diretor-geral da Fundação FHC. Os autores afirmam que o Supremo atravessa a “mais grave crise” de sua história e defendem a responsabilização de quem eventualmente tenha violado a lei ou os deveres do cargo. “A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”, diz o texto. Carta pede reformas no Supremo Além da investigação dos fatos recentes, os signatários defendem mudanças na estrutura e no funcionamento do STF. A carta cita a necessidade de fortalecer decisões colegiadas, prevenir conflitos de interesse, estabelecer regras mais rígidas de conduta e ampliar a transparência e o controle da sociedade sobre a Corte e seus integrantes. “O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional”, afirma. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/carta-de-apoio-a-fachin-cobra-transparencia-e-reforma-no-stf