MP avalia investigar contrato do DF com entidade de Karina
Órgão recebeu neste mês documentos de SP para decidir se abre apuração sobre parceria com a gestão de Ibaneis Rocha (MDB), que chegou a R$ 5 milhões
SBT News
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha | José Cruz/Agência Brasil
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios avalia abrir uma investigação sobre um contrato de R$ 5 milhões do governo do DF com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Gama, controladora da produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
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A informação consta do inquérito da Polícia Civil de São Paulo cujo sigilo foi levantado neste domingo (13) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Em ofício de 20 de julho, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social do DF pediu o compartilhamento da investigação paulista para verificar se havia elementos que justifiquem a abertura de uma apuração no Distrito Federal.
O documento afirma que o objetivo era verificar, “para fins de admissibilidade de investigação na jurisdição distrital”, a existência de menções ou vínculos relacionados à execução do Termo de Colaboração nº 02/2023, firmado entre o ICB, a FAPDF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal) e a Secretaria de Educação do DF.
O compartilhamento foi autorizado pela Justiça. Em 1º e 2 de setembro, a Polícia Civil paulista encaminhou ao MP do DF a íntegra do inquérito e da cautelar de busca e apreensão. Só o inquérito estava dividido em 48 arquivos e a cautelar, em outros seis.
O contrato com o governo do DF foi assinado em dezembro de 2023, na gestão de Ibaneis Rocha (MDB).
O GDF se comprometeu inicialmente a transferir R$ 4 milhões em recursos públicos ao ICB para a implantação do chamado Programa STEAM Maker em escolas públicas do Distrito Federal.
A proposta combinava ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática e previa laboratórios, equipamentos tecnológicos, atividades de programação e robótica e capacitação de professores.
O plano de trabalho previa a implementação em 16 escolas, com atendimento de pelo menos 500 alunos.
A maior parcela do orçamento original estava concentrada em produtos e materiais da metodologia, cerca de R$ 2,94 milhões. A lista incluía kits STEAM Maker e estruturas chamadas de “Smart Lab”, com computadores, impressoras 3D e materiais para as atividades.
O ICB não foi a única entidade a participar da seleção no DF. Resultado provisório publicado no Diário Oficial em dezembro de 2023 mostra três propostas classificadas. O instituto obteve 123 pontos, contra 103 do Instituto Nutech e 98 da Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação.
A parceria, inicialmente prevista para durar 12 meses, foi prorrogada em dezembro de 2024 por mais 30 dias. Em janeiro de 2025, um segundo aditivo estendeu a vigência por mais 12 meses, até 30 de dezembro de 2025, e acrescentou R$ 1 milhão aos recursos do contrato, elevando-os para R$ 5 milhões.
A página de transparência da FAPDF registra que os R$ 4 milhões originais haviam sido liberados até dezembro de 2024.
O interesse do MPDFT surgiu enquanto o ICB e Karina já eram investigados em São Paulo por suspeitas relacionadas ao contrato de R$ 108 milhões do programa WiFi Livre SP.
A investigação paulista apura, entre outros pontos, a destinação dos recursos e possíveis relações financeiras entre o instituto, empresas subcontratadas e outras pessoas jurídicas ligadas a Karina.
O ex-governador Ibaneis Rocha disse que não tem conhecimento do contrato. O SBT News procurou Karina e o governo do Distrito Federal, atualmente comandado por Celina Leão (PP), e aguarda uma manifestação.
MP avalia investigar contrato do DF com entidade de KarinaÓrgão recebeu neste mês documentos de SP para decidir se abre apuração sobre parceria com a gestão de Ibaneis Rocha (MDB), que chegou a R$ 5 milhõesPolítica2026-09-13T18:25:20.803ZO Ministério Público do Distrito Federal e Territórios avalia abrir uma investigação sobre um contrato de R$ 5 milhões do governo do DF com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Gama, controladora da produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A informação consta do inquérito da Polícia Civil de São Paulo cujo (13) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Em ofício de 20 de julho, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social do DF pediu o compartilhamento da investigação paulista para verificar se havia elementos que justifiquem a abertura de uma apuração no Distrito Federal. O documento afirma que o objetivo era verificar, “para fins de admissibilidade de investigação na jurisdição distrital”, a existência de menções ou vínculos relacionados à execução do Termo de Colaboração nº 02/2023, firmado entre o ICB, a FAPDF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal) e a Secretaria de Educação do DF. O compartilhamento foi autorizado pela Justiça. Em 1º e 2 de setembro, a Polícia Civil paulista encaminhou ao MP do DF a íntegra do inquérito e da cautelar de busca e apreensão. Só o inquérito estava dividido em 48 arquivos e a cautelar, em outros seis. O contrato com o governo do DF foi assinado em dezembro de 2023, na gestão de Ibaneis Rocha (MDB). O GDF se comprometeu inicialmente a transferir R$ 4 milhões em recursos públicos ao ICB para a implantação do chamado Programa STEAM Maker em escolas públicas do Distrito Federal. A proposta combinava ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática e previa laboratórios, equipamentos tecnológicos, atividades de programação e robótica e capacitação de professores. O plano de trabalho previa a implementação em 16 escolas, com atendimento de pelo menos 500 alunos. A maior parcela do orçamento original estava concentrada em produtos e materiais da metodologia, cerca de R$ 2,94 milhões. A lista incluía kits STEAM Maker e estruturas chamadas de “Smart Lab”, com computadores, impressoras 3D e materiais para as atividades. O ICB não foi a única entidade a participar da seleção no DF. Resultado provisório publicado no Diário Oficial em dezembro de 2023 mostra três propostas classificadas. O instituto obteve 123 pontos, contra 103 do Instituto Nutech e 98 da Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação. A parceria, inicialmente prevista para durar 12 meses, foi prorrogada em dezembro de 2024 por mais 30 dias. Em janeiro de 2025, um segundo aditivo estendeu a vigência por mais 12 meses, até 30 de dezembro de 2025, e acrescentou R$ 1 milhão aos recursos do contrato, elevando-os para R$ 5 milhões. A página de transparência da FAPDF registra que os R$ 4 milhões originais haviam sido liberados até dezembro de 2024. O interesse do MPDFT surgiu enquanto o ICB e Karina já eram investigados em São Paulo por suspeitas relacionadas ao contrato de R$ 108 milhões do programa WiFi Livre SP. A investigação paulista apura, entre outros pontos, a destinação dos recursos e possíveis relações financeiras entre o instituto, empresas subcontratadas e outras pessoas jurídicas ligadas a Karina. O ex-governador Ibaneis Rocha disse que não tem conhecimento do contrato. O SBT News procurou Karina e o governo do Distrito Federal, atualmente comandado por Celina Leão (PP), e aguarda uma manifestação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/mp-avalia-investigar-contrato-do-df-com-entidade-de-karina
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