Racha em defesa de Bolsonaro motivou vai e vem de pedidos
Advogado Marcelo Bessa havia solicitado a Nunes Marques a revogação da prisão do ex-presidente, mas outros membros da defesa pediram desistência depois
Ex-presidente Jair Bolsonaro chega à sua casa em Brasília para cumprir prisão domiciliar após receber alta hospitalar | 27/03/2026/Reuters/Adriano Machado
O pedido feito pelo advogado Marcelo Bessa para a suspensão da prisão de Jair Bolsonaro foi feito sem uma conversa prévia com outros advogados da defesa, como Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno.
A dupla, que foi a titular na ação penal que acabou com a condenação do ex-presidente, não concordou com a estratégia adotada por Bessa, que horas depois protocolou um pedido de desistência da ação.
Segundo apurou a coluna, o clima ficou insustentável e Bessa acabou anunciando, além da desistência da ação, que deixará de representar Bolsonaro.
“Trata-se de uma reavaliação da estratégia da defesa. A partir deste momento, a condução do caso ficará integralmente a cargo dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal. Por essa razão, entendeu-se mais adequado desistir do pedido de liminar, para que os colegas possam avaliar as medidas que pretendem adotar. O escritório Ávila de Bessa não atuará mais no caso”, explicou Bessa, em nota.
A Coluna procurou Bueno e Vilardi e será atualizada caso haja manifestações.
Uma pessoa próxima ao ex-presidente afirmou que o clima entre os advogados ficou insustentável e que não teria mais espaço para a permanência de Bessa na defesa.

























