Galípolo confirma intimação da PF para depor sobre Master
Presidente do Banco Central será ouvido como testemunha e afirmou que depoimento deve ocorrer no início de outubro
Warley Júnior
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Foto: Warley Júnior/SBT News
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou nesta quinta-feira (24) que recebeu uma intimação da Polícia Federal (PF) para prestar depoimento como testemunha no inquérito que investiga o Banco Master. A informação sobre a intimação havia sido antecipada pela coluna da analista do SBT News Carla Araújo.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Durante coletiva de imprensa para apresentação do Relatório de Política Monetária (RPM), Galípolo disse não se lembrar da data exata marcada para ser ouvido, mas afirmou que o depoimento deve ocorrer no início de outubro.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
“Estou sempre à disposição para todas as instituições, para responder aqui, respondendo no Senado, na Polícia Federal, para poder contribuir, relatando aquilo que eu já relatei algumas vezes aqui”, afirmou.
Além de Galípolo, a PF determinou a intimação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do dono do BTG Pactual, André Esteves. Os dois também devem ser ouvidos como testemunhas. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também foi chamado a prestar depoimento. As oitivas devem ocorrer por videoconferência.
A investigação apura suspeitas de que ex-servidores do Banco Central tenham atuado para favorecer interesses do então controlador do Master, Daniel Vorcaro, inclusive com o repasse de informações relacionadas à fiscalização da instituição. As defesas dos ex-servidores citados na investigação negam favorecimento.
Operação envolvendo o Banco Genial
Na mesma coletiva, Galípolo também foi questionado sobre a operação deflagrada nesta quinta-feira que tem entre os alvos um executivo do Banco Genial. A nova fase da Operação Carbono Oculto investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à compra de uma distribuidora de combustíveis.
Sem comentar especificamente a instituição, Galípolo afirmou que o aumento das investigações e da identificação de irregularidades pode provocar a percepção de que os crimes estão ocorrendo com maior frequência, quando o movimento também pode decorrer do avanço da fiscalização.
“Pode dar uma sensação para a população de que está acontecendo mais porque você está investigando, denunciando e descobrindo mais”, afirmou.
O presidente do BC comparou o combate às irregularidades a uma “corrida contínua”, na qual as formas de fiscalização precisam ser aperfeiçoadas à medida que surgem novas tentativas de burlar as regras.
“Quem está querendo burlar vai desenvolver uma nova forma de burlar, e você vai estar todo o tempo ali tentando fechar esses caminhos”, disse.
Galípolo afirmou ainda que o Banco Central já havia atuado, no mês passado, em um processo relacionado ao Banco Genial.
“A gente não comenta casos específicos, mas a gente tinha tido, no mês passado, também uma atuação, processo de julgamento aqui relativo a esse banco específico da operação de hoje, aqui dentro do Banco Central”, afirmou.
Galípolo confirma intimação da PF para depor sobre MasterPresidente do Banco Central será ouvido como testemunha e afirmou que depoimento deve ocorrer no início de outubroPolítica2026-09-24T18:34:19.142ZO presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou nesta quinta-feira (24) que recebeu uma intimação da Polícia Federal (PF) para prestar depoimento como testemunha no inquérito que investiga o Banco Master. A informação sobre a intimação havia sido 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Durante coletiva de imprensa para apresentação do Relatório de Política Monetária (RPM), Galípolo disse não se lembrar da data exata marcada para ser ouvido, mas afirmou que o depoimento deve ocorrer no início de outubro. “Estou sempre à disposição para todas as instituições, para responder aqui, respondendo no Senado, na Polícia Federal, para poder contribuir, relatando aquilo que eu já relatei algumas vezes aqui”, afirmou. Além de Galípolo, a PF determinou a intimação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do dono do BTG Pactual, André Esteves. Os dois também devem ser ouvidos como testemunhas. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também foi chamado a prestar depoimento. As oitivas devem ocorrer por videoconferência. A investigação apura suspeitas de que ex-servidores do Banco Central tenham atuado para favorecer interesses do então controlador do Master, Daniel Vorcaro, inclusive com o repasse de informações relacionadas à fiscalização da instituição. As defesas dos ex-servidores citados na investigação negam favorecimento. Operação envolvendo o Banco Genial Na mesma coletiva, Galípolo também foi questionado sobre a operação deflagrada nesta quinta-feira que tem entre os alvos umA nova fase da Operação Carbono Oculto investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado à compra de uma distribuidora de combustíveis. Sem comentar especificamente a instituição, Galípolo afirmou que o aumento das investigações e da identificação de irregularidades pode provocar a percepção de que os crimes estão ocorrendo com maior frequência, quando o movimento também pode decorrer do avanço da fiscalização. “Pode dar uma sensação para a população de que está acontecendo mais porque você está investigando, denunciando e descobrindo mais”, afirmou. O presidente do BC comparou o combate às irregularidades a uma “corrida contínua”, na qual as formas de fiscalização precisam ser aperfeiçoadas à medida que surgem novas tentativas de burlar as regras. “Quem está querendo burlar vai desenvolver uma nova forma de burlar, e você vai estar todo o tempo ali tentando fechar esses caminhos”, disse. Galípolo afirmou ainda que o Banco Central já havia atuado, no mês passado, em um processo relacionado ao Banco Genial. “A gente não comenta casos específicos, mas a gente tinha tido, no mês passado, também uma atuação, processo de julgamento aqui relativo a esse banco específico da operação de hoje, aqui dentro do Banco Central”, afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/galipolo-confirma-intimacao-da-pf-para-depor-sobre-master