TCDF bloqueia R$ 2,7 bi de ex-presidente do BRB e mais 4
Medida busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos em apuração sobre irregularidades entre Banco de Brasília e Master

Sede do BRB, em Brasília | Joédson Alves/Agência Brasil
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou, por unanimidade, nesta quarta-feira (23), o bloqueio de R$ 2,7 bilhões em bens do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e de outros quatro ex-dirigentes da instituição. A decisão foi tomada durante sessão reservada e tem validade de um ano.
Também são alvo da medida:
- Dario Oswaldo Garcia Júnior, ex-diretor de Finanças e da Controladoria;
- Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente de Operações Financeiras;
- Wily da Silva Leão, ex-gerente de Tesouraria e da Superintendência de Operações Financeiras; e
- Marcelo Talarico, ex-presidente do Conselho de Administração do BRB.
A decisão foi tomada em um processo que tramita sob sigilo e apura possíveis irregularidades em operações realizadas entre o BRB e o Banco Master, que colocaram o Banco de Brasília em uma situação de crise.
Os cinco envolvidos terão 30 dias para apresentar suas manifestações.
Segundo o TCDF, o bloqueio tem caráter preventivo e busca preservar patrimônio para um eventual ressarcimento aos cofres públicos, diante de indícios de irregularidades apontados nas investigações.
Além do bloqueio, o tribunal determinou a transformação do processo em Tomada de Contas Especial (TCE), procedimento usado para investigar responsabilidades e verificar se houve prejuízo ao patrimônio público.
O BRB deverá encaminhar, em até 24 horas, um relatório de auditoria independente realizada no banco. O atual presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, também será chamado a apresentar, em 30 dias, justificativas sobre o descumprimento de uma determinação anterior relacionada ao envio de informações.


























