Economia

TCDF bloqueia R$ 2,7 bi de ex-presidente do BRB e mais 4

Medida busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos em apuração sobre irregularidades entre Banco de Brasília e Master

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Carla Araújo, Jessica Cardoso
Sede do BRB, em Brasília | Joédson Alves/Agência Brasil

Sede do BRB, em Brasília | Joédson Alves/Agência Brasil

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) determinou, por unanimidade, nesta quarta-feira (23), o bloqueio de R$ 2,7 bilhões em bens do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e de outros quatro ex-dirigentes da instituição. A decisão foi tomada durante sessão reservada e tem validade de um ano.

Também são alvo da medida:

  • Dario Oswaldo Garcia Júnior, ex-diretor de Finanças e da Controladoria;
  • Robério Cesar Bonfim Mangueira, ex-superintendente de Operações Financeiras;
  • Wily da Silva Leão, ex-gerente de Tesouraria e da Superintendência de Operações Financeiras; e
  • Marcelo Talarico, ex-presidente do Conselho de Administração do BRB.
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A decisão foi tomada em um processo que tramita sob sigilo e apura possíveis irregularidades em operações realizadas entre o BRB e o Banco Master, que colocaram o Banco de Brasília em uma situação de crise.

Os cinco envolvidos terão 30 dias para apresentar suas manifestações.

Segundo o TCDF, o bloqueio tem caráter preventivo e busca preservar patrimônio para um eventual ressarcimento aos cofres públicos, diante de indícios de irregularidades apontados nas investigações.

Além do bloqueio, o tribunal determinou a transformação do processo em Tomada de Contas Especial (TCE), procedimento usado para investigar responsabilidades e verificar se houve prejuízo ao patrimônio público.

O BRB deverá encaminhar, em até 24 horas, um relatório de auditoria independente realizada no banco. O atual presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, também será chamado a apresentar, em 30 dias, justificativas sobre o descumprimento de uma determinação anterior relacionada ao envio de informações.

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