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Mendonça passa suspeito do caso INSS para prisão domiciliar

Empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos integrantes do núcleo financeiro do esquema, estava preso desde setembro de 2025

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Por Carla Araújo
O empresário Mauricio Camisotti | Reprodução

O empresário Mauricio Camisotti | Reprodução

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a substituição da prisão preventiva do empresário Maurício Camisotti por prisão domiciliar. Investigado por suspeita de participação no esquema de descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele estava preso desde setembro de 2025.

Na decisão, Mendonça acolheu um pedido da defesa e determinou a substituição da custódia. O ministro justificou a medida com base em uma avaliação atualizada dos critérios de necessidade e adequação da prisão.

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Segundo apurou a coluna, a expectativa é que ele deixe a carceragem da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo nesta sexta-feira (6).

Camisotti é apontado pelas investigações como um dos integrantes do núcleo financeiro do esquema. Ele era considerado peça-chave na apuração e foi o primeiro investigado a reconhecer envolvimento nas fraudes. Ele é acusado de atuar como sócio oculto de uma empresa que teria lucrado com o esquema. Estimativas da investigação apontaram que ele e familiares teriam desviado cerca de R$ 400 milhões.

Em nota, a defesa de Maurício Camisotti afirma que a substituição da prisão preventiva por domiciliar reconhece que a manutenção da custódia já não se justificava, tanto pelo excesso de prazo quanto pelo desaparecimento dos motivos que fundamentaram a medida.

Os advogados dizem ainda que o empresário não tentou atrapalhar as investigações e que a decisão está de acordo com o entendimento do STF e com a legislação brasileira. A defesa argumentou que a prisão cautelar não pode ser utilizada como antecipação de pena.

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