Política

PF citou Willer Tomaz como exemplo do risco de Flávio fugir

Pedido a Moraes cita também fala de Eduardo Bolsonaro, recursos financeiros e estruturas nos EUA como indícios do risco de evasão; senador viajou para os EUA

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SBT News, Carla Araújo
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são próximos | Reprodução/Facebook

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são próximos | Reprodução/Facebook

A Polícia Federal (PF) havia apontado riscos “concretos e atuais” de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado nas eleições presidenciais, ao solicitar a apreensão dos passaportes na noite de domingo (25) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos exemplos citados foi a saída do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e alvo de investigação no Brasil, mesmo diante de uma ordem restritiva da Justiça para não deixar o país. Conforme revelou o SBT News na semana passada, Tomaz está nos Estados Unidos. O conteúdo do requerimento da PF foi divulgado pelo G1 e confirmado pelo SBT News.

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No pedido, a PF elencou três fatores que reforçavam a suspeita: o poder econômico dos envolvidos, a possibilidade de permanência prolongada no exterior e uma manifestação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que defendeu a saída do irmão do Brasil em caso de derrota nas eleições.

A PF também mencionou a suspeita de que recursos enviados aos Estados Unidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro possam ter sido usados para custear a permanência de Eduardo no país por meio do doleiro e empresário Antônio Carlos Freixo Jr., o "Mineiro". A hipótese ainda está sob investigação.

No documento, a PF diz que a declaração de Eduardo não deve ser analisada isoladamente dado o caso do advogado Willer Tomaz, que chegou aos EUA em 25 de agosto e não voltou mais ao Brasil.

A corporação destacou que Tomaz permanece no exterior mesmo após Moraes determinar a proibição de sua saída e o recolhimento de seus passaportes. Os investigadores afirmaram que o advogado dispõe de recursos financeiros para permanecer fora do Brasil por tempo indeterminado.

Tomaz é investigado em um inquérito que também envolve Flávio Bolsonaro. A PF apura suspeita de lavagem de dinheiro relacionadas a empresas do advogado e a apostas esportivas. O caso tramita sob sigilo.

Flávio Bolsonaro não entregou o passaporte dentro do prazo determinado por Moraes, que expirou às 11h desta terça. Ele deixou o Brasil durante a manhã, segundo aliados, e já desembarcou nos EUA. O Departamento de Estado norte-americano informou que concederá vistos a Flávio, sua esposa e as filhas do casal.

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