Flávio escolhe Deltan para analisar quebra de sigilo de Lula
Representantes das duas campanhas vão ao TSE nesta quinta (22) para definir como a abertura será realizada

Deltan Dallagnol | Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) informou, em nota à imprensa, que será Deltan Dallagnol (Novo), ex-procurador da República e recém-eleito senador do Paraná, o responsável por analisar a documentação da quebra dos sigilos entregues pelo presidente Lula (PT).
"Deltan tem conhecimento sobre os métodos e engrenagens financeiras investigados na Operação Lava Jato, incluindo as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Com anos de experiência na identificação de ocultação de bens, triangulações bancárias e fluxos de caixa dois, Deltan vai analisar cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear as inconsistências", escreveu a assessoria de Flávio Bolsonaro.
Segundo a nota, a campanha bolsonarista pretende assegurar que "nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos".
Na manhã desta quinta (22), representantes das duas campanhas estarão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para definir como será o processo de abertura de sigilos.
O SBT News apurou que a campanha de Lula confirmará sua disposição de abrir todos os sigilos solicitados por Flávio Bolsonaro. A equipe petista pretende reiterar, no entanto, que não abrirá mão de que o senador inclua na sua lista de sigilos a empresa Alcazar, de seu amigo e advogado Willer Thomas, atualmente investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro.
Lula manifestou formalmente essa exigência em petição enviada ao ministro André Mendonça nesta quinta. No texto, o presidente afirma que o desafio só será devidamente cumprido se o senador revelar as contas nas quais figura como “usuário máster”, que é o caso da Alcazar.
Contudo, Flávio Bolsonaro não incluiu a conta referida e alegou não ser sócio, administrador nem beneficiário da empresa. Para Lula, a resposta de seu adversário é uma fuga do desafio: "se a Alcazar continuar de fora, o eleitor saberá de onde partiu a recusa”.
"A questão é bastante simples: o desafio não perguntou se ele é sócio ou administrador da Alcazar, mas se figura como usuário máster da conta bancária da empresa. Sobre isso, a manifestação nada diz. E, quando o caso veio a público, a assessoria do Senador afirmou que o e-mail de desvinculação enviado ao banco 'comprova justamente que a vinculação era indevida' (Anexo, item 5). Só se desfaz o vínculo que existiu", escreveu Lula em petição enviada ao TSE.
A petição também exigiu a entrega simultânea dos termos presencialmente no TSE, em dia e hora agendados, com divulgação dos dados no DivulgaCandContas ou em outro site de acesso público.






















