STF quebra sigilo e bloqueia passaporte de Willer Tomaz
Willer Tomaz é advogado e amigo próximo do candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro

Willer Tomaz | Divulgação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro. Além disso, o magistrado determinou o sequestro, bloqueio e indisponibilidade de bens móveis e imóveis do investigado. A informação foi confirmada à coluna por pessoas a par da investigação, mas a íntegra da decisão ainda não é conhecida.
Segundo fontes, na decisão, o ministro do STF determinou ainda o cancelamento de todos os passaportes de Willer Tomaz — incluindo um documento diplomático —, além da suspensão imediata das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todos os seus empreendimentos.
As medidas cautelares também alcançam atuais e ex-correntistas de empresas vinculadas ao advogado, como a Alcazar Holding LTDA, a Alcazar Holdings Unipessoal e a Alcazar Global Holdings.
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As empresas do grupo Alcazar estão no centro das investigações da Polícia Federal (PF) por movimentações financeiras no setor de apostas esportivas e pelo custeio de viagens internacionais em jatos executivos com a família do parlamentar.
O cerco judicial se intensificou desde o momento em que Willer Tomaz passou a ser monitorado pela Polícia Federal após ter viajado às pressas para Miami, nos Estados Unidos. O jurista é um dos principais alvos do inquérito autorizado pelo STF que apura suspeita de lavagem de dinheiro e repasses financeiros
Willer Tomaz é amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e investigado pela Polícia Federal. Ele viajou recentemente às pressas para os Estados Unidos, Miami, segundo apurou o SBT News.
A informação foi confirmada por fontes da PF. O órgão monitora a localização do jurista. Interlocutores de Tomaz apostam que ele só voltará ao Brasil depois do segundo turno das eleições, e apenas se Flávio vencer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em nota, a defesa de Willer Tomaz acusou Moraes de tentar buscar provas contra o advogado em "pleno período eleitoral". "As determinações contra o advogado Willer Tomaz são desproporcionais e escancaram uma fishing expedition em pleno período eleitoral. A investigação nasceu da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, com as quais Willer não tem qualquer relação. Sem encontrar nada que o ligasse ao esquema, passou a vasculhar indiscriminadamente sua vida pessoal e profissional em busca de qualquer pretexto para a devassa. O bloqueio de até R$ 6 bilhões é uma cifra aleatória, sem correspondência com seu patrimônio. A suspensão de todas as suas empresas impõe punição antecipada, sem acusação, processo ou condenação", afirmam os representantes de Tomaz.
"É falsa a informação de que Flávio Bolsonaro seria 'usuário master' de conta da Alcazar. Os dois são amigos, e um nunca movimentou recursos do outro. Não por acaso, uma decisão sob sigilo chega à imprensa a menos de 48 horas do segundo turno. A defesa tenta ter acesso", complementa.
























