“É impossível, totalmente impossível, fazer um resultado para o ano que vem de R$ 200 bilhões sem você ter comprometimentos graves em uma série de serviços básicos”, afirmou em entrevista ao UOL.
Entre os riscos, ele citou o atendimento pelo Sistema Universal de Saúde (SUS), às universidades federais e às ações de resposta ao desmatamento e desastres naturais.
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Ele também criticou a proposta de Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio, de substituir servidores por inteligência artificial (IA), sob o argumento de que cerca de um terço dos servidores federais são professores.
“Outro dia eu vi uma interlocutora do Flávio dizendo que tem que trocar servidor público por IA. Pô, mas 1/4 dos servidores públicos do governo federal é professor. Assim, nós vamos voltar até o ataque à universidade [...] Esse tipo de coisa que é preciso deixar muito claro porque a gente precisa sim melhorar o fiscal, mas não pode ter retrocesso nesses aspectos”, disse.
Ajuste gradual, sem detalhar novos cortes
Questionado sobre como um eventual quarto mandato de Lula conteria o avanço da dívida pública, Durigan defendeu a redução de despesas obrigatórias e o aumento gradual dos resultados positivos das contas do governo.
Apesar de cobrar da campanha do PL detalhes sobre o ajuste de R$ 200 bilhões proposto por Flávio, Durigan não especificou quais novos cortes podem ser feitos em um eventual quarto mandato de Lula.
O ministro citou medidas já adotadas, como a revisão de benefícios tributários, a reoneração da folha de pagamento e a tributação de fundos fechados e de recursos mantidos no exterior. Também mencionou uma limitação no Fundo Constitucional do Distrito Federal
“Nós vamos pegar o orçamento que vai ser positivo ano que vem e nós vamos aumentar os resultados positivos nos próximos anos. Sem dar cavalo de pau e sem fazer loucura”, afirmou.
Economia poderá perder ritmo em 2027
Na entrevista, o ministro reconheceu a possibilidade de desaceleração da economia em 2027, mas descartou risco de recessão.
“Não tem risco de recessão. Nós estamos, em razão de uma taxa de juros mais alta, falando de um provável desaquecimento da economia em razão de alguns fatores [...] A guerra no Irã tem feito encarecer uma série de subsídios e insumos do agronegócio. Nós estamos com o El Ninõ bem especial pra esse fim de ano bastante desafiador pra qualquer governo que seja”, declarou.
Durigan afirmou que a queda dos juros, combinada com investimentos públicos em áreas como descarbonização, mobilidade urbana e inteligência artificial, poderá estimular a retomada.
Segundo ele, a intenção é criar condições para que, após uma eventual perda de ritmo em 2027, o país volte a crescer próximo de 3% nos anos seguintes.
Ajuste de Flávio ameaça SUS e universidades, avalia DuriganMinistro da Fazenda defende ajuste fiscal “sem dar cavalo de pau” caso Lula ganhe e reconhece que economia deve desacelerar em 2027Política2026-10-23T17:17:03.640ZO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (23) que oPL) é “totalmente impossível” de ser realizado em 2027 sem comprometer serviços públicos. “É impossível, totalmente impossível, fazer um resultado para o ano que vem de R$ 200 bilhões sem você ter comprometimentos graves em uma série de serviços básicos”, afirmou em entrevista ao UOL. Entre os riscos, ele citou o atendimento pelo Sistema Universal de Saúde (SUS), às universidades federais e às ações de resposta ao desmatamento e desastres naturais. + Resposta à Daniella Marques Ele também criticou a proposta de Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio, de substituir servidores por inteligência artificial (IA), sob o argumento de que cerca de um terço dos servidores federais são professores. “Outro dia eu vi uma interlocutora do Flávio dizendo que tem que trocar servidor público por IA. Pô, mas 1/4 dos servidores públicos do governo federal é professor. Assim, nós vamos voltar até o ataque à universidade [...] Esse tipo de coisa que é preciso deixar muito claro porque a gente precisa sim melhorar o fiscal, mas não pode ter retrocesso nesses aspectos”, disse. Ajuste gradual, sem detalhar novos cortes Questionado sobre como um eventual quarto mandato de Lula conteria o avanço da dívida pública, Durigan defendeu a redução de despesas obrigatórias e o aumento gradual dos resultados positivos das contas do governo. Apesar de cobrar da campanha do PL detalhes sobre o ajuste de R$ 200 bilhões proposto por Flávio, Durigan não especificou quais novos cortes podem ser feitos em um eventual quarto mandato de Lula. O ministro citou medidas já adotadas, como a revisão de benefícios tributários, a reoneração da folha de pagamento e a tributação de fundos fechados e de recursos mantidos no exterior. Também mencionou uma limitação no Fundo Constitucional do Distrito Federal “Nós vamos pegar o orçamento que vai ser positivo ano que vem e nós vamos aumentar os resultados positivos nos próximos anos. Sem dar cavalo de pau e sem fazer loucura”, afirmou. Economia poderá perder ritmo em 2027 Na entrevista, o ministro reconheceu a possibilidade de desaceleração da economia em 2027, mas descartou risco de recessão. “Não tem risco de recessão. Nós estamos, em razão de uma taxa de juros mais alta, falando de um provável desaquecimento da economia em razão de alguns fatores [...] A guerra no Irã tem feito encarecer uma série de subsídios e insumos do agronegócio. Nós estamos com o El Ninõ bem especial pra esse fim de ano bastante desafiador pra qualquer governo que seja”, declarou. Durigan afirmou que a queda dos juros, combinada com investimentos públicos em áreas como descarbonização, mobilidade urbana e inteligência artificial, poderá estimular a retomada. Segundo ele, a intenção é criar condições para que, após uma eventual perda de ritmo em 2027, o país volte a crescer próximo de 3% nos anos seguintes. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ajuste-de-flavio-ameaca-sus-e-universidades-avalia-durigan