Governo diz que subsídio a combustíveis pode seguir em 2027
Ministro da Fazenda também sinaliza que imposto sobre exportação também poderá continuar caso Lula seja reeleito
Caio Barcellos
Ministro da Economia, Dario Durigan, negocia acordo com FGC e bancos para crise do BRB | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (23) que um eventual novo governo Lula (PT) poderá manter os subsídios aos combustíveis em 2027 se o petróleo continuar em patamar elevado e gerar arrecadação adicional para a União.
“Se o Brent continuar num patamar muito elevado e a gente seguir percebendo que a gente vai ter recurso adicional é sim possível e acho que essa deve ser a proposta do presidente: manter essa ajuda pra suavizar [...] e evitar que a inflação no país estoure prejudique o prato de comida”, disse em entrevista ao UOL.
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Segundo Durigan, a ajuda para conter o impacto dos preços internacionais nas bombas precisaria ser reapresentada ao Congresso, com a preservação dos compromissos fiscais.
A sinalização ocorreu após o ministro ser questionado sobre o prazo da autorização para usar receitas extraordinárias do petróleo no financiamento das medidas, que se encerra neste ano.
O ministro explicou que a alta da cotação amplia a arrecadação de tributos sobre o setor e permite ao governo direcionar a receita adicional para subsídios e desonerações. Segundo ele, o planejamento fiscal de 2026 considerava o barril a US$ 64, abaixo do patamar superior a US$ 100 citado na entrevista.
“Eu não vou pedir mais espaço fiscal, não vou gastar mais”, disse Durigan, ao defender que a continuidade da política fique vinculada aos recursos extras. Segundo o ministro, o objetivo é suavizar o repasse da alta internacional aos consumidores e evitar efeitos sobre a inflação, inclusive nos alimentos.
Imposto de exportação poderá continuar
Na entrevista, Durigan também não descartou a continuidade do imposto sobre a exportação de petróleo, cuja manutenção dependerá das condições de abastecimento.
Durigan afirmou que o imposto sobre a exportação de petróleo tem uma finalidade distinta, que é desestimular a venda de óleo cru (sem refino) ao exterior e incentivar seu direcionamento às refinarias brasileiras, tanto da Petrobras quanto privadas. A arrecadação, segundo ele, é uma consequência secundária dessa política.
“Isso precisa ser avaliado do ponto de vista de abastecimento, mas isso não pode ser descartado a depender da condição global e da oferta de petróleo”, afirmou
Na entrevista, o ministro também criticou a adoção de uma política que acompanhe integralmente os preços internacionais.
“Se não tivesse feito nada, hoje a gente estaria com o diesel a mais de R$ 12 e a gasolina a mais de R$ 10, certamente”, afirmou Durigan, sem detalhes sobre o cálculo.
Governo diz que subsídio a combustíveis pode seguir em 2027Ministro da Fazenda também sinaliza que imposto sobre exportação também poderá continuar caso Lula seja reeleitoBrasil2026-10-23T16:01:06.466ZO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (23) que um eventual novo governo Lula (PT) poderá manter os subsídios aos combustíveis em 2027 se o petróleo continuar em patamar elevado e gerar arrecadação adicional para a União. “Se o Brent continuar num patamar muito elevado e a gente seguir percebendo que a gente vai ter recurso adicional é sim possível e acho que essa deve ser a proposta do presidente: manter essa ajuda pra suavizar [...] e evitar que a inflação no país estoure prejudique o prato de comida”, disse em entrevista ao UOL. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Segundo Durigan, a ajuda para conter o impacto dos preços internacionais nas bombas precisaria ser reapresentada ao Congresso, com a preservação dos compromissos fiscais. A sinalização ocorreu após o ministro ser questionado sobre o prazo da autorização para usar receitas extraordinárias do petróleo no financiamento das medidas, que se encerra neste ano. O ministro explicou que a alta da cotação amplia a arrecadação de tributos sobre o setor e permite ao governo direcionar a receita adicional para subsídios e desonerações. Segundo ele, o planejamento fiscal de 2026 considerava o barril a US$ 64, abaixo do patamar superior a US$ 100 citado na entrevista. “Eu não vou pedir mais espaço fiscal, não vou gastar mais”, disse Durigan, ao defender que a continuidade da política fique vinculada aos recursos extras. Segundo o ministro, o objetivo é suavizar o repasse da alta internacional aos consumidores e evitar efeitos sobre a inflação, inclusive nos alimentos. Imposto de exportação poderá continuar Na entrevista, Durigan também não descartou a continuidade do imposto sobre a exportação de petróleo, cuja manutenção dependerá das condições de abastecimento. Durigan afirmou que o imposto sobre a exportação de petróleo tem uma finalidade distinta, que é desestimular a venda de óleo cru (sem refino) ao exterior e incentivar seu direcionamento às refinarias brasileiras, tanto da Petrobras quanto privadas. A arrecadação, segundo ele, é uma consequência secundária dessa política. “Isso precisa ser avaliado do ponto de vista de abastecimento, mas isso não pode ser descartado a depender da condição global e da oferta de petróleo”, afirmou Na entrevista, o ministro também criticou a adoção de uma política que acompanhe integralmente os preços internacionais. “Se não tivesse feito nada, hoje a gente estaria com o diesel a mais de R$ 12 e a gasolina a mais de R$ 10, certamente”, afirmou Durigan, sem detalhes sobre o cálculo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/governo-admite-manter-subsidio-a-combustiveis-em-2027
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