17º corpo é achado em SP; polícia apura casos separadamente
Vítima foi localizada no Jardim do Lago, na zona oeste da capital; diretora do DHPP reafirma que não há nenhum serial killer agindo

Corpo de homem de 22 anos é encontrado com sinais de violência em SP. | Reprodução/SBT
O corpo de um homem de 22 anos foi encontrado com sinais de violência na noite de quinta-feira (22), no Jardim do Lago, na zona oeste de São Paulo. Esse é o 17º caso de cadáver encontrado na capital e Grande São Paulo desde o dia 10 de setembro.
Até então, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) contabilizava 16 casos: 13 casos na capital, 1 em Itapecerica da Serra, 1 em Diadema e outro em São Bernardo.
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Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o novo caso foi registrado como homicídio no 89º Distrito Policial de Jardim Taboão e o DHPP requisitou perícia. O corpo foi encontrado amarrado e enrolado em um saco plástico preto.
O caso ocorre em meio à investigação de diferentes ocorrências na região desde o começo de setembro. A semelhança entre alguns episódios, incluindo o uso de sacos plásticos ou tecidos para envolver vítimas, levantou especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um assassino em série.
Nesta semana, dois corpos foram encontrados na capital:
- O primeiro foi achado na manhã de quinta por populares na Avenida Embaixador Macedo Soares, na zona oeste, às margens do rio Tietê. Segundo a SSP, em um primeiro momento, não foram encontrados sinais de violência. O caso foi registrado no 7º Distrito Policial da Lapa.
- Na quarta-feira (21), o corpo de um homem foi encontrado em área de mata na Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, na zona norte. O local foi preservado para perícia e o corpo, que estava em estado avançado de decomposição, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames. O caso está sendo registrado como morte suspeita no 20º Distrito Policial de Água Fria.
Ainda segundo a SSP, na capital, os casos estão sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Nos demais municípios, as investigações são conduzidas pelas delegacias locais.
Polícia descarta serial killer
Ainda na noite desta quinta, a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, reafirmou que não há nenhum serial killer agindo na cidade de São Paulo. Segundo ela, a principal linha de investigação é que as mortes tenham relação com o "tribunal do crime".
"O que identificamos nos 13 casos que estão no DHPP é que, apesar de todos terem antecedentes criminais, todas as motivações são diferentes. Cada equipe está investigando cada caso e a gente tem uma coordenação que é para procurar as convergências", afirmou.
Sobre as semelhanças entre os casos, a delegada explicou que, em algumas ocorrências, os corpos são colocados em sacos plásticos para evitar que sangue e outros fluidos biológicos fiquem pelo caminho, além de facilitar o transporte da vítima.
A SSP informou em nota que as ocorrências são investigadas individualmente e que, até o momento, não há elementos que indiquem ligação entre os casos ou uma mesma autoria.
"Até o momento, não há elementos que indiquem ligação entre as ocorrências ou uma mesma autoria. Os casos apresentam dinâmicas e circunstâncias distintas e o uso de sacos plásticos ou tecidos em alguns casos, isoladamente, não permite estabelecer relação entre as ocorrências", diz o texto.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer cada caso.
















