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Corpos encontrados em SP ainda são mistério

Secretaria de Segurança diz que ocorrências têm dinâmicas distintas que não indicam 'serial killer'; na capital, delegada fala em sinais de 'tribunal do crime'

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Agência SBT, Gabriel Durvalino
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A Polícia Civil de São Paulo investiga diferentes ocorrências envolvendo corpos encontrados em regiões da Grande São Paulo. Entre 5 de setembro e 13 de outubro, foram ao menos nove ocorrências registradas. Os casos ocorreram em bairros da capital como Jabaquara, Colônia, Grajaú, Jardim Lourdes, Tremembé e Belenzinho, além dos municípos de Itapecerica da Serra e São Bernardo do Campo.

Diante da sequência de corpos, cresceram boatos de que as mortes pudessem ter relação e até indicar a atuação de um serial killer. A Secretaria da Segurança Pública (SSP), porém, afirma que não há elementos que sustentem essa hipótese até o momento.

Em nota, a Polícia Civil informou que as ocorrências são investigadas de forma individualizada. Na capital, os casos estão sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), enquanto as ocorrências registradas em outros municípios são conduzidas pelas delegacias locais.

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Em uma das ocorrências registradas na capital, a delegada Ivana Aleixo, do DHPP, diz haver características de atuação do crime organizado.

“Em um dos casos, por exemplo, a própria família veio e falou: ‘Meu tio foi arrebatado’. O arrebatado é colocado dentro de um carro. Isso é característica de tribunal do crime”, afirmou.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), todos os casos são investigados, mas até o momento, não há confirmação de que as ocorrências estejam relacionadas ao tribunal do crime.

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Corpos encontrados

As circunstâncias em que cada corpo foi encontrado em regiões da Grande SP variam, de acordo com os registros. Algumas vítimas estavam dentro de sacos plásticos, amarradas ou envoltas em cobertores e lençóis. Em um dos casos, uma cabeça foi localizada a 21 quilômetros do corpo, em Itapecerica da Serra. Também houve ocorrências em vias públicas, ciclovias e nas águas de uma represa.

A Polícia Civil ainda afirmou que o uso de sacos plásticos ou tecidos em alguns dos casos, de forma isolada, não é suficiente para estabelecer uma relação entre as ocorrências. Dessa forma, a sequência de corpos encontrados, por si só, não permite afirmar que exista uma única pessoa responsável pelas mortes.

Nesta quinta-feira (22), outro corpo foi localizado às margens do Rio Tietê, na Avenida Embaixador Macedo Soares, na zona oeste da capital. A vítima ainda não foi identificada.

De acordo com a Polícia Civil, não há sinais de violência. O caso foi registrado no 7º Distrito Policial (Lapa) como morte suspeita. Foram solicitados exames periciais para auxiliar na identificação da vítima e esclarecer a causa da morte.

Na quarta-feira (21), um homem de 43 anos foi encontrado morto em uma área de mata próxima à Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, na região do Tremembé, zona norte de São Paulo. A vítima estava em avançado estado de decomposição e havia sido dada como desaparecida em 16 de outubro.

O caso foi registrado como homicídio no 20º Distrito Policial (DP), na Água Fria. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

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