Dólar fecha em alta de 0,22% a R$ 5,038; no exterior, Dow Jones fica estável, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram forte com perdas em tecnologia
Exame.com
Ibovespa, o principal índice da B3 | Germano Lüders/Exame
O Ibovespa fechou em queda de 1,15% nesta quinta-feira, 22 de outubro, aos 204.120,12 pontos, pressionado pela aversão ao risco no exterior e pela cautela dos investidores com a reta final da eleição presidencial. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 203.051,87 e 206.493,11 pontos. O volume financeiro somou R$ 25,8 bilhões, e 48 dos 76 papéis que compõem o índice encerraram o dia no vermelho.
Entre as maiores baixas, a CSN (CSNA3) liderou as perdas, com recuo de 5,43%, seguida por Usiminas (USIM5), que caiu 4,81%. Embraer (EMBJ3) perdeu 4,66%, enquanto Vale (VALE3) recuou 3,97% e Gerdau (GGBR4) cedeu 3,92%.
Na ponta positiva, BB Seguridade (BBSE3) liderou as altas, com valorização de 2,05%, seguida por Prio (PRIO3), que subiu 1,85%. Telefônica Brasil (VIVT3) avançou 1,65%, enquanto Marcopolo (POMO4) ganhou 1,50% e Ambev (ABEV3) registrou alta de 1,26%.
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Para Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, a queda da Bolsa reflete a combinação de incertezas eleitorais no Brasil e aversão ao risco nos mercados internacionais. “Temos uma tensão eleitoral pré-segundo turno, com os candidatos muito próximos nas pesquisas, e uma aversão ao risco vinda do mercado internacional que contamina a bolsa brasileira”, afirma.
O especialista também aponta a ausência de propostas concretas dos candidatos para o ajuste das contas públicas como um fator de preocupação. Segundo o especialista, a falta de clareza sobre a agenda fiscal para 2027 contribui para a pressão sobre os ativos brasileiros e a alta dos juros futuros.
A cautela doméstica se soma à piora do cenário externo, marcada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou os preços do petróleo, e pelas perdas das bolsas de Nova York, especialmente no setor de tecnologia.
Dólar sobe
O dólar à vista fechou em alta de 0,22% nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,038, em uma sessão marcada pela maior aversão ao risco no exterior e pela cautela com o cenário eleitoral brasileiro. A moeda oscilou entre R$ 5,022 e R$ 5,056 ao longo do dia.
No exterior, investidores reduziram posições em ativos de risco diante da disparada do petróleo e das preocupações com os elevados investimentos em inteligência artificial (IA). No Brasil, o mercado acompanhou a expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial, prevista para depois do fechamento dos negócios.
Para Bento, a valorização da moeda americana reflete tanto o movimento global de redução de exposição a ativos de risco quanto as incertezas eleitorais. O especialista também destaca a falta de propostas fiscais concretas dos candidatos como um fator de pressão sobre os juros futuros.
Petróleo dispara e Brent supera US$ 113
Após três pregões de baixa ou estabilidade, os contratos futuros de petróleo dispararam nesta quinta-feira, diante do aumento das preocupações com uma possível retomada dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, apesar de sinais recentes de uma possível negociação entre os países.
O movimento levou o Brent, referência internacional, a superar US$ 113 por barril durante o pregão, enquanto o WTI, referência americana, se aproximou de US$ 100. Segundo informações publicadas pelo The New York Times, autoridades americanas estariam avaliando novos bombardeios contra o Irã após as eleições de meio de mandato, previstas para o início de novembro.
Questionado sobre os próximos passos, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que algo aconteceria “em breve”, sem fornecer detalhes. Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, o governo dos Estados Unidos também orientou funcionários não essenciais e seus familiares a deixarem a Arábia Saudita, alvo de ataques dos houthis do Iêmen.
Nesta quinta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reiterou o compromisso dos Estados Unidos com a segurança do Catar e a liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz.
No fechamento, o contrato do Brent para dezembro subiu 4,00%, a US$ 113,17 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 2,39%, a US$ 99,47 por barril na Nymex.
Wall Street fecha em queda
As bolsas de Nova York encerraram a sessão sem direção única, com perdas acentuadas nos índices ligados ao setor de tecnologia. O Dow Jones subiu 0,02%, aos 52.867,98 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,21%, aos 7.663,43 pontos. O Nasdaq recuou 2,60%, aos 26.008,86 pontos.
Segundo Josias Bento, a queda do Nasdaq foi influenciada também pelo desempenho de empresas como Meta e Tesla, que divulgaram resultados, e pela pressão sobre companhias ligadas à tecnologia e à infraestrutura de inteligência artificial. As ações da Meta recuaram 6,98% e as da Tesla caíram 3,08%.
Cautela eleitoral e exterior derrubam IbovespaDólar fecha em alta de 0,22% a R$ 5,038; no exterior, Dow Jones fica estável, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram forte com perdas em tecnologiaEconomia2026-10-22T21:46:29.947ZO , pressionado pela aversão ao risco no exterior e pela cautela dos investidores com a reta final da eleição presidencial. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre 203.051,87 e 206.493,11 pontos. O volume financeiro somou R$ 25,8 bilhões, e 48 dos 76 papéis que compõem o índice encerraram o dia no vermelho. Entre as maiores baixas, a CSN (CSNA3) liderou as perdas, com recuo de 5,43%, seguida por Usiminas (USIM5), que caiu 4,81%. Embraer (EMBJ3) perdeu 4,66%, enquanto Vale (VALE3) recuou 3,97% e Gerdau (GGBR4) cedeu 3,92%. Na ponta positiva, BB Seguridade (BBSE3) liderou as altas, com valorização de 2,05%, seguida por Prio (PRIO3), que subiu 1,85%. Telefônica Brasil (VIVT3) avançou 1,65%, enquanto Marcopolo (POMO4) ganhou 1,50% e Ambev (ABEV3) registrou alta de 1,26%. Para Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, a queda da Bolsa reflete a combinação de incertezas eleitorais no Brasil e aversão ao risco nos mercados internacionais. “Temos uma tensão eleitoral pré-segundo turno, com os candidatos muito próximos nas pesquisas, e uma aversão ao risco vinda do mercado internacional que contamina a bolsa brasileira”, afirma. O especialista também aponta a ausência de propostas concretas dos candidatos para o ajuste das contas públicas como um fator de preocupação. Segundo o especialista, a falta de clareza sobre a agenda fiscal para 2027 contribui para a pressão sobre os ativos brasileiros e a alta dos juros futuros. A cautela doméstica se soma à piora do cenário externo, marcada pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou os preços do petróleo, e pelas perdas das bolsas de Nova York, especialmente no setor de tecnologia. Dólar sobe O dólar à vista fechou em alta de 0,22% nesta quinta-feira, cotado a R$ 5,038, em uma sessão marcada pela maior aversão ao risco no exterior e pela cautela com o cenário eleitoral brasileiro. A moeda oscilou entre R$ 5,022 e R$ 5,056 ao longo do dia. No exterior, investidores reduziram posições em ativos de risco diante da disparada do petróleo e das preocupações com os elevados investimentos em inteligência artificial (IA). No Brasil, o mercado acompanhou a expectativa pela divulgação de uma nova pesquisa Datafolha sobre a disputa presidencial, prevista para depois do fechamento dos negócios. Para Bento, a valorização da moeda americana reflete tanto o movimento global de redução de exposição a ativos de risco quanto as incertezas eleitorais. O especialista também destaca a falta de propostas fiscais concretas dos candidatos como um fator de pressão sobre os juros futuros. Petróleo dispara e Brent supera US$ 113 Após três pregões de baixa ou estabilidade, os contratos futuros de petróleo dispararam nesta quinta-feira, diante do aumento das preocupações com uma possível retomada dos ataques dos Estados Unidos ao Irã, apesar de sinais recentes de uma possível negociação entre os países. O movimento levou o Brent, referência internacional, a superar US$ 113 por barril durante o pregão, enquanto o WTI, referência americana, se aproximou de US$ 100. Segundo informações publicadas pelo The New York Times, autoridades americanas estariam avaliando novos bombardeios contra o Irã após as eleições de meio de mandato, previstas para o início de novembro. Questionado sobre os próximos passos, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que algo aconteceria “em breve”, sem fornecer detalhes. Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, o governo dos Estados Unidos também orientou funcionários não essenciais e seus familiares a deixarem a Arábia Saudita, alvo de ataques dos houthis do Iêmen. Nesta quinta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, reiterou o compromisso dos Estados Unidos com a segurança do Catar e a liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz. No fechamento, o contrato do Brent para dezembro subiu 4,00%, a US$ 113,17 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 2,39%, a US$ 99,47 por barril na Nymex. Wall Street fecha em queda As bolsas de Nova York encerraram a sessão sem direção única, com perdas acentuadas nos índices ligados ao setor de tecnologia. O Dow Jones subiu 0,02%, aos 52.867,98 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 1,21%, aos 7.663,43 pontos. O Nasdaq recuou 2,60%, aos 26.008,86 pontos. Segundo Josias Bento, a queda do Nasdaq foi influenciada também pelo desempenho de empresas como Meta e Tesla, que divulgaram resultados, e pela pressão sobre companhias ligadas à tecnologia e à infraestrutura de inteligência artificial. As ações da Meta recuaram 6,98% e as da Tesla caíram 3,08%.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/cautela-eleitoral-e-exterior-derrubam-ibovespa