Política

X e Meta negam irregularidades em canal “Exército de Lula”

Plataforma informou ao TSE que atos de campanha na rede social foram orgânicos e sem grande volume de contas falsas ou irregularidades; Meta seguiu mesma linha

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Carla Araújo, Victor Schneider
Janones e Lula brincam durante a live | Reprodução

Janones e Lula brincam durante a live | Reprodução

A plataforma X, antigo Twitter, disse ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (23) que as “missões” organizadas pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no canal de WhatsApp “Exército de Lula” não configuraram comportamento inautêntico ou irregular, como é o caso com robôs usados para impulsionar assuntos.

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A Meta, dona do Instagram, seguiu na mesma linha e informou não ter identificado violação à política de uso da rede social durante as missões. A empresa alegou, porém, que o prazo de 24h para análise dos conteúdos é curto diante do volume de publicações, e por isso pediu extensão de cinco dias no período – o que adiaria a conclusão da análise para depois do segundo turno.

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As respostas enviadas ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Kássio Nunes Marques, vieram após a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) acusar o grupo digital de mobilizar atos coordenados que violariam as restrições impostas a esse tipo de comportamento durante as eleições.

A Meta argumentou que cumpre as medidas em um plano de conformidade à parte e que, por isso, o procedimento em questão deveria ser extinto e concentrado em um único processo.

Já o X alegou que a campanha do PL não apontou quais hashtags específicas teriam sido objeto ato coordenado ilícito. Por conta própria, a plataforma fez um levantamento em que identificou 58 “missões" que mobilizaram 8,2 milhões de publicações entre cerca de 476 mil contas. A campeã foi “#AbreOSigiloFlavio", com 2,2 milhões de posts distribuídos entre 294 mil perfis.

A plataforma lista como “indicadores de autenticidade” o fato de que 97% das publicações vieram de contas no Brasil, com 99% a partir de aplicativos oficiais do X e também 99% cumprindo as exigências de integridade do aplicativo.

Dentre as publicações com indício de irregularidade, segundo a rede social, 12,4 mil contas terminaram sendo suspensas e outras 398 tiveram de passar por um processo de reverificação.

“As demais contas participantes, cerca de 97%, não foram objeto de medida, porque nelas não se identificou automação, redes de contas falsas ou operação irregular de múltiplas contas. Trata-se de usuários autênticos participando de uma mobilização", diz a peça.

O X frisou que a política interna da plataforma não veda ações digitais como as realizadas pelo “Exército de Lula", desde que não sejam feitas por meio de contas falsas ou se valendo de estratégias de engajamento inautêntico, como postar e excluir o mesmo sucessivas vezes, publicar hashtags sem relação em um único post ou aproveitar de hashtags populares para direcionar o tráfego para sites, serviços ou produtos de outra natureza.

“A política não veda, em si, atividades de usuários que, por convicção própria, publicam uma hashtag relacionada ao tema que deseja discutir, ainda que o faça no mesmo horário que milhares de outros usuários. Hashtags existem para indexar conversas, e os Assuntos do Momento existem para refletir aquilo sobre o que as pessoas estão, efetivamente, conversando."

O “Exército de Lula’ atingiu a marca de 10 milhões de seguidores por volta das 17h50 desta sexta-feira (23). O canal é o meio em que Janones divulga conteúdos de campanha e orienta os seguidores a compartilhar mensagens e vídeos de campanha e ampliar o alcance de publicações nas redes sociais, como no caso de hashtags no X e Instagram, principalmente.

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