Rogério Marinho diz "compreender" fuga de Flávio do Brasil
Senador do PL afirma desconhecer paradeiro do aliado, que desembarcou nos Estados Unidos após ser proibido pela Justiça de deixar o país
Emanuelle Menezes
Rogério Marinho (PL-RN) | Reprodução/SBT News
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira (27) que "compreende" uma eventual fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, mesmo após uma decisão judicial que proibiu o ex-candidato à Presidência de deixar o território nacional. Marinho, no entanto, disse que não foi informado sobre a viagem e que desconhece o paradeiro do aliado.
"Nós, evidentemente, não fomos informados, mas até compreendo caso o senador Flávio tenha saído do Brasil com sua família", declarou.
Segundo apuração do SBT News, Flávio desembarcou nos Estados Unidos nesta terça, dois dias após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A informação foi confirmada por aliados do senador à correspondente Patrícia Vasconcellos.
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Marinho afirmou que a última comunicação com Flávio ocorreu na manhã desta terça-feira, quando recebeu uma mensagem em que o ex-candidato dizia que iria "dar um tempo hoje".
"Nós todos não temos informações sobre seu paradeiro", afirmou.
O senador contou que esteve com Flávio até as 16h de segunda-feira (26), quando os dois conversaram sobre a necessidade de agradecer aos eleitores após o resultado da eleição.
"Fomos impactados pelo resultado e era importante que os votos de quase 60 milhões de brasileiros fossem referenciados. O Flávio fez um vídeo ontem a respeito do tema. Hoje, pela manhã, toda a imprensa nos procura e nós não tivemos notícias ainda, por parte do Flávio e de seus advogados, do que de fato aconteceu", declarou.
Marinho também afirmou que os aliados haviam conversado com Flávio sobre a possibilidade de ele assumir a liderança da oposição, diante da votação expressiva que recebeu na disputa presidencial. "Estamos surpresos", disse.
Marinho critica decisão judicial contra Flávio
Durante a entrevista, Marinho criticou a medida cautelar imposta ao ex-candidato pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sugeriu que ele pode estar sendo alvo de perseguição.
No domingo (25), Moraes determinou que Flávio não poderia deixar o Brasil e ordenou o cancelamento de seus passaportes. O senador foi intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26). Além da proibição de deixar o país, o ministro também impediu Flávio de manter contato com o advogado e empresário Willer Tomaz. Ambos são investigados em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro.
"Numa democracia é muito estranho que um candidato a presidente da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de uma medida cautelar em um inquérito que o principal motivo caiu por terra para retenção de seus passaportes", afirmou. "Me parece a preparação de uma coisa mais persecutória", completou.
Segundo apuração da coluna do Túlio, do SBT News, a saída do país foi organizada de última hora e mantida em sigilo. Apenas dois aliados políticos teriam sido informados sobre o plano.
Flávio teria deixado o Brasil acompanhado da esposa e de duas filhas, embarcando para os Estados Unidos a partir da Argentina.
Rogério Marinho diz "compreender" fuga de Flávio do BrasilSenador do PL afirma desconhecer paradeiro do aliado, que desembarcou nos Estados Unidos após ser proibido pela Justiça de deixar o paísPolítica2026-10-27T21:35:54.747ZO senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira (27) que "compreende" uma eventual , mesmo após uma decisão judicial que proibiu o ex-candidato à Presidência de deixar o território nacional. Marinho, no entanto, disse que não foi informado sobre a viagem e que desconhece o paradeiro do aliado. "Nós, evidentemente, não fomos informados, mas até compreendo caso o senador Flávio tenha saído do Brasil com sua família", declarou. Segundo apuração do SBT News, , dois dias após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A informação foi confirmada por aliados do senador à correspondente Patrícia Vasconcellos. Marinho afirmou que a última comunicação com Flávio ocorreu na manhã desta terça-feira, quando recebeu uma mensagem em que o ex-candidato dizia que iria "dar um tempo hoje". "Nós todos não temos informações sobre seu paradeiro", afirmou. O senador contou que esteve com Flávio até as 16h de segunda-feira (26), quando os dois conversaram sobre a necessidade de agradecer aos eleitores após o resultado da eleição. "Fomos impactados pelo resultado e era importante que os votos de quase 60 milhões de brasileiros fossem referenciados. O Flávio fez um vídeo ontem a respeito do tema. Hoje, pela manhã, toda a imprensa nos procura e nós não tivemos notícias ainda, por parte do Flávio e de seus advogados, do que de fato aconteceu", declarou. Marinho também afirmou que os aliados haviam conversado com Flávio sobre a possibilidade de ele assumir a liderança da oposição, diante da votação expressiva que recebeu na disputa presidencial. "Estamos surpresos", disse. Marinho critica decisão judicial contra Flávio Durante a entrevista, Marinho criticou a medida cautelar imposta ao ex-candidato pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sugeriu que ele pode estar sendo alvo de perseguição. No domingo (25), Moraes determinou que Flávio não poderia deixar o Brasil e ordenou o cancelamento de seus passaportes. O senador foi intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26). Além da proibição de deixar o país, o ministro também impediu Flávio de manter contato com o advogado e empresário Willer Tomaz. Ambos são investigados em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro. "Numa democracia é muito estranho que um candidato a presidente da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de uma medida cautelar em um inquérito que o principal motivo caiu por terra para retenção de seus passaportes", afirmou. "Me parece a preparação de uma coisa mais persecutória", completou. Segundo apuração da , a saída do país foi organizada de última hora e mantida em sigilo. Apenas dois aliados políticos teriam sido informados sobre o plano. Flávio teria deixado o Brasil acompanhado da esposa e de duas filhas, embarcando para os Estados Unidos a partir da Argentina.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/rogerio-marinho-diz-compreender-fuga-de-flavio-do-brasil