A cautela dos investidores persiste diante das incertezas sobre a condução da política econômica do governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em relação ao ajuste fiscal e às futuras indicações para a equipe ministerial.
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Na bolsa, contudo, foram as ações de maior peso no Ibovespa pressionaram o índice. A Vale (VALE3) caiu 2,02%, enquanto os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras (PETR4 e PETR3) recuaram 1,78% e 1,91%, respectivamente.
Entre os bancos, Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander fecharam em baixa. O único destaque positivo entre as instituições financeiras foi o BTG Pactual (BPAC11), que subiu 0,27%.
Na ponta positiva, a Tenda (TEND3) liderou os ganhos, com alta de 10,20%, seguida por Magazine Luiza (MGLU3), que avançou 8,49%. Direcional (DIRR3) subiu 5,35%, Vamos (VAMO3) ganhou 5,05% e Hapvida (HAPV3) avançou 5,03%.
Na outra ponta, Natura (NATU3) recuou 6,94%, seguida por Totvs (TOTS3), com queda de 6,78%. MRV (MRVE3) perdeu 5,71%, CSN (CSNA3) caiu 4,99% e Gerdau Metalúrgica (GOAU4) recuou 4,51%.
Dólar corrige excessos e fecha em R$ 5,35
O dólar à vista fechou em queda de 0,97% nesta terça-feira, a R$ 5,350, após oscilar entre R$ 5,308 e R$ 5,412. A moeda americana devolveu parte da forte valorização da véspera, quando avançou 8,21%, para R$ 5,4027, na maior alta diária desde 1999.
O movimento foi favorecido pela realização de operações de exportadores, que aproveitaram o câmbio para concluir vendas no exterior e trazer recursos ao país. O Banco Central também atuou no mercado, com a venda de 80 mil contratos de swap cambial, equivalentes a US$ 4 bilhões, em operação de rolagem dos contratos com vencimento em novembro.
A queda do dólar, porém, não significa necessariamente uma reversão da tendência observada na véspera. Entre os agentes do mercado, há diferentes avaliações sobre a intensidade do ajuste e sobre os fatores que podem sustentar uma recuperação dos ativos brasileiros.
Analistas divergem sobre impacto do caso Flávio Bolsonaro
A notícia de que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil também entrou no radar político desta terça-feira, mas os analistas consultados divergem sobre o efeito do episódio sobre os preços dos ativos.
Derrotado por Lula na eleição presidencial, neste domingo, 25, o parlamentar não entregou seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo de 24 horas como determinado pelo STF. A imprensa argentina noticiou uma possível passagem do senador pelo país, mas as autoridades locais afirmaram não haver registro de sua entrada. A PF apura o caso, enquanto o paradeiro de Flávio ainda não foi confirmado oficialmente.
Rodrigo Marcatti, economista e sócio-CEO da Veedha Investimentos, avalia que o caso pode ter influenciado parcialmente o comportamento do mercado.
“Acredito que tenha feito um pouco [de preço]. Há um risco de governabilidade caso a população entenda que existe uma caça às bruxas da oposição. Não podemos esquecer que quase 60 milhões de pessoas optaram pela troca do governo e apoiaram essa oposição”, afirmou Marcatti.
Já Marcos Bassani, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, tem uma leitura diferente. “Não interferiu no mercado”, disse. Em sua visão, o movimento dos ativos está mais relacionado ao ajuste após a forte queda da véspera e à espera por sinais econômicos do novo governo.
O estrategista afirma que os investidores ainda tentam assimilar as perdas do pregão anterior, especialmente aqueles que estavam posicionados na compra e esperavam uma valorização da bolsa após a eleição.
“Acredito que os investidores ainda estão digerindo a forte movimentação de baixa de ontem na bolsa e estancando as feridas de quem estava posicionado na compra, imaginando um cenário de alta. O sentimento ainda é de cautela e estudo e o mercado espera por novidades do governo em relação à parte econômica”, disse.
Para Bassani, a principal preocupação permanece ligada à segurança jurídica e à situação fiscal do país. “Na minha visão, a preocupação está na insegurança jurídica do país, irresponsabilidade fiscal e déficit nas contas públicas, sem perspectiva de melhoras”.
O especialista também vê o recuo dos juros futuros como um movimento momentâneo, após a forte alta observada na véspera. Segundo ele, a atuação do Tesouro Nacional, com a recompra de títulos públicos em circulação, incluindo prefixados e NTN-Bs, ajuda a absorver parte da pressão sobre os papéis e a desacelerar a alta das taxas.
No câmbio, Bassani interpreta a queda do dólar como uma realização de lucros por investidores que haviam ampliado suas posições compradas. Diferentemente de uma leitura de correção de exageros, o especialista não considera que a alta da véspera tenha sido excessiva, mas um movimento esperado diante da forte desvalorização da Bolsa.
A dinâmica das ações também reflete, segundo ele, a busca por oportunidades de curto prazo. Papéis como Magazine Luiza e Tenda, entre as maiores altas desta terça-feira, haviam sofrido perdas expressivas no pregão anterior, o que atraiu investidores interessados em um repique. Já Vale e Gerdau foram pressionadas pela desvalorização do minério de ferro no mercado internacional, em um contexto de fraqueza das commodities ligadas à China.
“O nome da vez é cautela. O cenário de curto prazo ainda está nublado. Acredito que é preciso esperar a poeira baixar para ver melhor o horizonte”, afirma Bassani. O estrategista diz que sinais de compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas, a responsabilidade fiscal e as futuras indicações ministeriais e para o Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam ajudar a reduzir a incerteza.
Wall Street fecha em alta com tecnologia e balanços no radar
As bolsas de Nova York encerraram a terça-feira em alta, com o avanço dos principais índices acionários americanos. O Dow Jones subiu 0,03%, aos 52.377,57 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,60%, aos 7.722,60 pontos. O Nasdaq ganhou 1,18%, aos 26.477,81 pontos.
Os investidores acompanham uma semana carregada de resultados corporativos, com empresas como Visa, Coca-Cola, HSBC, Boeing e S&P Global entre os destaques. A temporada de balanços segue no centro das atenções, enquanto o mercado também monitora as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve (Fed).
Petróleo recua com negociações no Oriente Médio
Os contratos futuros de petróleo ampliaram as perdas nesta terça-feira, pressionados por esforços diplomáticos para aliviar as tensões no Oriente Médio, após conversas envolvendo autoridades da Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Irã.
O Brent para dezembro caiu 1,67%, a US$ 113,88 por barril, na ICE, enquanto o WTI pa
Ibovespa fecha em baixa e acumula queda de 14,3% em 2 diasDólar fecha com queda de 1%; mercado aguarda sinalizações de Lula sobre o ajuste fiscal e a composição da equipe econômica Economia2026-10-27T21:27:36.686ZO, sem conseguir sustentar uma recuperação após o , quando o mercado reagiu à . O principal índice da B3 recuou 0,51%, aos 175.710,05 pontos, após oscilar entre 175.130,23 e 178.526,08 pontos. O volume financeiro somou R$ 49,7 bilhões. A cautela dos investidores persiste diante das incertezas sobre a condução da política econômica do governo do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em relação ao ajuste fiscal e às futuras indicações para a equipe ministerial. O noticiário político também foi marcado pela notícia de que o. Segundo apuração da agência Reuters com autoridades americanas, ele estaria a camindo da Flórida após ser proibido de sair do país por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na bolsa, contudo, foram as ações de maior peso no Ibovespa pressionaram o índice. A Vale (VALE3) caiu 2,02%, enquanto os papéis preferenciais e ordinários da Petrobras (PETR4 e PETR3) recuaram 1,78% e 1,91%, respectivamente. Entre os bancos, Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander fecharam em baixa. O único destaque positivo entre as instituições financeiras foi o BTG Pactual (BPAC11), que subiu 0,27%. Na ponta positiva, a Tenda (TEND3) liderou os ganhos, com alta de 10,20%, seguida por Magazine Luiza (MGLU3), que avançou 8,49%. Direcional (DIRR3) subiu 5,35%, Vamos (VAMO3) ganhou 5,05% e Hapvida (HAPV3) avançou 5,03%. Na outra ponta, Natura (NATU3) recuou 6,94%, seguida por Totvs (TOTS3), com queda de 6,78%. MRV (MRVE3) perdeu 5,71%, CSN (CSNA3) caiu 4,99% e Gerdau Metalúrgica (GOAU4) recuou 4,51%. Dólar corrige excessos e fecha em R$ 5,35 O dólar à vista fechou em queda de 0,97% nesta terça-feira, a R$ 5,350, após oscilar entre R$ 5,308 e R$ 5,412. A moeda americana devolveu parte da forte valorização da véspera, quando avançou 8,21%, para R$ 5,4027, na maior alta diária desde 1999. O movimento foi favorecido pela realização de operações de exportadores, que aproveitaram o câmbio para concluir vendas no exterior e trazer recursos ao país. O Banco Central também atuou no mercado, com a venda de 80 mil contratos de swap cambial, equivalentes a US$ 4 bilhões, em operação de rolagem dos contratos com vencimento em novembro. A queda do dólar, porém, não significa necessariamente uma reversão da tendência observada na véspera. Entre os agentes do mercado, há diferentes avaliações sobre a intensidade do ajuste e sobre os fatores que podem sustentar uma recuperação dos ativos brasileiros. Analistas divergem sobre impacto do caso Flávio Bolsonaro A notícia de que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil também entrou no radar político desta terça-feira, mas os analistas consultados divergem sobre o efeito do episódio sobre os preços dos ativos. Derrotado por Lula na eleição presidencial, neste domingo, 25, o parlamentar não entregou seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo de 24 horas como determinado pelo STF. A imprensa argentina noticiou uma possível passagem do senador pelo país, mas as autoridades locais afirmaram não haver registro de sua entrada. A PF apura o caso, enquanto o paradeiro de Flávio ainda não foi confirmado oficialmente. Rodrigo Marcatti, economista e sócio-CEO da Veedha Investimentos, avalia que o caso pode ter influenciado parcialmente o comportamento do mercado. “Acredito que tenha feito um pouco [de preço]. Há um risco de governabilidade caso a população entenda que existe uma caça às bruxas da oposição. Não podemos esquecer que quase 60 milhões de pessoas optaram pela troca do governo e apoiaram essa oposição”, afirmou Marcatti. Já Marcos Bassani, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, tem uma leitura diferente. “Não interferiu no mercado”, disse. Em sua visão, o movimento dos ativos está mais relacionado ao ajuste após a forte queda da véspera e à espera por sinais econômicos do novo governo. O estrategista afirma que os investidores ainda tentam assimilar as perdas do pregão anterior, especialmente aqueles que estavam posicionados na compra e esperavam uma valorização da bolsa após a eleição. “Acredito que os investidores ainda estão digerindo a forte movimentação de baixa de ontem na bolsa e estancando as feridas de quem estava posicionado na compra, imaginando um cenário de alta. O sentimento ainda é de cautela e estudo e o mercado espera por novidades do governo em relação à parte econômica”, disse. Para Bassani, a principal preocupação permanece ligada à segurança jurídica e à situação fiscal do país. “Na minha visão, a preocupação está na insegurança jurídica do país, irresponsabilidade fiscal e déficit nas contas públicas, sem perspectiva de melhoras”. O especialista também vê o recuo dos juros futuros como um movimento momentâneo, após a forte alta observada na véspera. Segundo ele, a atuação do Tesouro Nacional, com a recompra de títulos públicos em circulação, incluindo prefixados e NTN-Bs, ajuda a absorver parte da pressão sobre os papéis e a desacelerar a alta das taxas. No câmbio, Bassani interpreta a queda do dólar como uma realização de lucros por investidores que haviam ampliado suas posições compradas. Diferentemente de uma leitura de correção de exageros, o especialista não considera que a alta da véspera tenha sido excessiva, mas um movimento esperado diante da forte desvalorização da Bolsa. A dinâmica das ações também reflete, segundo ele, a busca por oportunidades de curto prazo. Papéis como Magazine Luiza e Tenda, entre as maiores altas desta terça-feira, haviam sofrido perdas expressivas no pregão anterior, o que atraiu investidores interessados em um repique. Já Vale e Gerdau foram pressionadas pela desvalorização do minério de ferro no mercado internacional, em um contexto de fraqueza das commodities ligadas à China. “O nome da vez é cautela. O cenário de curto prazo ainda está nublado. Acredito que é preciso esperar a poeira baixar para ver melhor o horizonte”, afirma Bassani. O estrategista diz que sinais de compromisso do governo com o equilíbrio das contas públicas, a responsabilidade fiscal e as futuras indicações ministeriais e para o Supremo Tribunal Federal (STF) poderiam ajudar a reduzir a incerteza. Wall Street fecha em alta com tecnologia e balanços no radar As bolsas de Nova York encerraram a terça-feira em alta, com o avanço dos principais índices acionários americanos. O Dow Jones subiu 0,03%, aos 52.377,57 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,60%, aos 7.722,60 pontos. O Nasdaq ganhou 1,18%, aos 26.477,81 pontos. Os investidores acompanham uma semana carregada de resultados corporativos, com empresas como Visa, Coca-Cola, HSBC, Boeing e S&P Global entre os destaques. A temporada de balanços segue no centro das atenções, enquanto o mercado também monitora as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve (Fed). Petróleo recua com negociações no Oriente Médio Os contratos futuros de petróleo ampliaram as perdas nesta terça-feira, pressionados por esforços diplomáticos para aliviar as tensões no Oriente Médio, após conversas envolvendo autoridades da Arábia Saudita, Turquia, Paquistão e Irã. O Brent para dezembro caiu 1,67%, a US$ 113,88 por barril, na ICE, enquanto o WTI paSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/ibovespa-fecha-em-baixa-e-acumula-queda-14-3-em-2-dias