O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles | Edilson Rodrigues/Agência Senado
O ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco CentralHenrique Meirelles criticou, nesta terça-feira (27), o modelo atual de controle dos gastos públicos no Brasil.
Em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, ele afirmou que as regras em vigor são menos rígidas do que o antigo teto de gastos, o que, na avaliação dele, dificulta o ajuste das contas públicas.
“O Brasil, atualmente, tem uma limitação de despesas que não é o ideal, que não é como era o teto de gastos, que era uma coisa mais clara e mais dura”, afirmou.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
A crítica ao modelo atual passa pelas diferenças entre o teto de gastos, criado em 2016, e o arcabouço fiscal, aprovado em 2023. O primeiro estabelecia um limite para o crescimento das despesas federais, corrigido pela inflação.
Já o arcabouço permite que os gastos cresçam acima da inflação, dentro de limites vinculados à evolução das receitas, e estabelece metas para o resultado das contas públicas.
Durante a entrevista, Meirelles também questionou a definição da meta fiscal zero, proposta pelo governo Lula (PT). Para o ex-ministro, não está claro se o cumprimento da meta será suficiente para resolver os problemas fiscais do país.
“Não foi clarificado exatamente qual é a meta fiscal. Se atingir, vai resolver o problema? Não sei [...] Algumas coisas que ele [ministro da Fazenda, Dario Durigan] mencionou, um cortezinho aqui outro lá, não vai resolver o problema. [...] A questão fiscal é simples. É preciso cortar os gastos. Não adianta medidas paliativas e com algumas manipulações e configurações de orçamento para ele achar que as coisas irão bem. Não irão”, disse.
A proposta busca aproximar as contas federais do centro da meta fiscal, em vez de utilizar o limite inferior da margem de tolerância como referência para os bloqueios.
O ministro, no entanto, ressaltou que a iniciativa não prevê o fim da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal.
Meirelles critica modelo atual de controle de gastosEx-ministro da Fazenda questionou regras do arcabouço fiscal e disse que cortes pontuais não serão suficientes para cumprir a meta fiscalEconomia2026-10-27T21:33:33.700ZO ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles criticou, nesta terça-feira (27), o modelo atual de controle dos gastos públicos no Brasil. Em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, ele afirmou que as regras em vigor são menos rígidas do que o antigo teto de gastos, o que, na avaliação dele, dificulta o ajuste das contas públicas. “O Brasil, atualmente, tem uma limitação de despesas que não é o ideal, que não é como era o teto de gastos, que era uma coisa mais clara e mais dura”, afirmou. A crítica ao modelo atual passa pelas diferenças entre o teto de gastos, criado em 2016, e o arcabouço fiscal, aprovado em 2023. O primeiro estabelecia um limite para o crescimento das despesas federais, corrigido pela inflação. Já o arcabouço permite que os gastos cresçam acima da inflação, dentro de limites vinculados à evolução das receitas, e estabelece metas para o resultado das contas públicas. Durante a entrevista, Meirelles também questionou a definição da meta fiscal zero, proposta pelo governo Lula (PT). Para o ex-ministro, não está claro se o cumprimento da meta será suficiente para resolver os problemas fiscais do país. “Não foi clarificado exatamente qual é a meta fiscal. Se atingir, vai resolver o problema? Não sei [...] Algumas coisas que ele [ministro da Fazenda, Dario Durigan] mencionou, um cortezinho aqui outro lá, não vai resolver o problema. [...] A questão fiscal é simples. É preciso cortar os gastos. Não adianta medidas paliativas e com algumas manipulações e configurações de orçamento para ele achar que as coisas irão bem. Não irão”, disse. Mais cedo nesta terça-feira (27), Durigan anunciou que a . A proposta busca aproximar as contas federais do centro da meta fiscal, em vez de utilizar o limite inferior da margem de tolerância como referência para os bloqueios. O ministro, no entanto, ressaltou que a iniciativa não prevê o fim da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/meirelles-critica-modelo-atual-de-controle-de-gastos