EUA cobraram do Brasil presença de ‘dissidentes’ na eleição
Fontes do Itamaraty afirmam que não há, no Brasil, a figura de “dissidentes políticos”

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House
O governo de Donald Trump cobrou do Brasil que permitisse a participação de “dissidentes políticos” nas eleições de 2026.
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Segundo fontes do Itamaraty, a exigência constava de um documento apresentado pelo governo dos Estados Unidos durante as negociações que envolveram o tarifaço imposto a produtos brasileiros.
De acordo com integrantes da diplomacia brasileira, Washington não especificou quais seriam os “dissidentes políticos” que deveriam ser autorizados a disputar as eleições.
No ano passado, em carta a Lula, Trump disse que o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no STF foi uma "vergonha internacional" e que o ex-presidente é alvo de uma "caça às bruxas".
Fontes do governo brasileiro afirmaram que não há, no Brasil, a figura de “dissidentes políticos” e que a exigência americana não fazia sentido diante do funcionamento das instituições brasileiras.
A figura do dissidente político é associada geralmente a países em que há restrições à liberdade de expressão e define as pessoas que sofrem perseguições por se oporem ao sistema de governo vigente ou a suas autoridades oficiais.
O governo brasileiro rejeitou a proposta. Segundo integrantes do Itamaraty, o documento continha “absurdos” e, por isso, o pedido sequer chegou a integrar os pontos das negociações formais conduzidas pelas diplomacias dos dois países.
A proposta circulou apenas entre integrantes do nível técnico das diplomacias brasileira e americana. De acordo com interlocutores, o conteúdo não chegou a autoridades de alto escalão, como o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ou os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
























