STF: Mendonça estuda adiantar voto se houver pedido de vista
Corte irá analisar se Moraes deverá ser incluído como investigado após um relatório da PF apontar mensagens trocadas com Daniel Vorcaro

Ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão plenária do Supremo | Divulgação/Luiz Silveira/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, resiste a adiar a sessão marcada para esta terça-feira (15). Diante desse cenário, aliados do ministro Alexandre de Moraes articulam alternativas para tentar evitar um novo desgaste para o magistrado, que está no centro da discussão envolvendo o caso Master.
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O STF irá analisar se Moraes deverá ser incluído como investigado após um relatório da Polícia Federal apontar 52 mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Moraes sinalizou aos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino que ainda não decidiu se participará do julgamento. Caso opte por não votar, aliados do ministro estudam apresentar uma questão de ordem para questionar também a participação de André Mendonça.
O argumento poderia ser estendido a outros ministros que teriam sido citados no contexto do caso Master, como Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
Esse movimento, no entanto, poderia ampliar o desgaste dentro do Supremo. Por isso, Fachin trabalha nos bastidores para evitar que uma discussão sobre impedimentos domine a sessão.
Segundo fontes, o próprio presidente do STF espera que um eventual pedido de vista parta de Gilmar Mendes, aliado de Moraes. A estratégia permitiria interromper a análise do caso e ganhar tempo enquanto a crise envolvendo o Banco Master e integrantes da Corte permanece sob pressão.
André Mendonça, que era o relator do caso até o fim de semana, antes de Fachin assumir a condução do processo, ainda pode antecipar seu voto mesmo diante de um eventual pedido de vista.
A possibilidade aumenta a tensão em torno da sessão. Caso Mendonça apresente seu voto antes da suspensão da análise, o pedido de vista não impediria que a posição do ministro fosse conhecida pelos demais integrantes da Corte.
Nos bastidores, a avaliação é de que a sessão desta terça-feira deve ser marcada por articulações entre os ministros e pela tentativa de evitar que o julgamento aprofunde a crise interna do Supremo.
























