Mendonça sinalizou à PF que evitaria decisões pré-eleição
Investigadores dizem que ministro indicou que não daria andamento a pedidos sobre 'Dark Horse' após julho

Ministro do TSE André Mendonça | Nelson Jr./SCO/STF
Investigadores da Polícia Federal afirmam que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou, em reuniões com integrantes de seu gabinete, que evitaria dar andamento a solicitações da corporação sobre o caso "Dark Horse" a partir de julho para não interferir nas eleições.
O posicionamento foi recebido com frustração por investigadores que atuam no caso, que está sob relatoria de Mendonça. A investigação apura transferências de valores elevados para um fundo ligado ao advogado do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, após pedidos do candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo investigadores.
Fontes da PF afirmam que a apuração é considerada complexa porque envolve movimentações financeiras no exterior e depende de medidas de cooperação internacional.
Interlocutores de Mendonça, porém, contestam a versão dos investigadores. Segundo eles, todas as solicitações feitas pela PF ao gabinete do ministro foram atendidas.
Em conversas reservadas, afirmam ainda que a corporação não teria solicitado buscas contra Flávio Bolsonaro nem outras medidas de investigação semelhantes e que a atuação da PF com o STF ocorre por meio de outros gabinetes, entre eles o do ministro Flávio Dino considerado aliado de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.






















