Moraes desiste de pronunciamento após conversa com ministros
Presidente do STF teria defendido dias de normalidade institucional em meio à crise na Corte

Plenário do Supremo | Divulgação/Gustavo Moreno/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, conversou com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino em meio à crise que atinge a Corte e atuou para tentar reduzir a tensão entre os integrantes do tribunal.
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Segundo fontes do Supremo, Fachin também procurou demover Moraes da intenção de fazer um pronunciamento público sobre a crise. O presidente do STF teria defendido a necessidade de preservar, neste momento, alguns dias de normalidade institucional na Corte.
A avaliação de Fachin seria de que um novo pronunciamento de Moraes poderia ampliar as tensões em torno do Supremo justamente em um momento de forte pressão política e institucional.
Moraes chegou a anunciar uma manifestação para hoje diante dos últimos acontecimentos envolvendo o tribunal. A ideia, porém, perdeu força após as conversas e a fala foi cancelada.
Apesar disso, ministros e interlocutores do Supremo afirmam que não é possível descartar completamente a possibilidade de Moraes falar nesta quinta-feira (10).
O STF tem sessão prevista para esta quinta-feira, e integrantes da Corte dizem que não sabem qual será a decisão de Moraes caso o tema da crise seja levantado durante os trabalhos.
A cautela ocorre em um momento de crescente tensão entre ministros do Supremo, com divergências internas sobre a condução da Corte e sobre a forma de reação aos episódios recentes que envolveram seus integrantes.
Fachin tem buscado exercer o papel de interlocutor e, segundo pessoas próximas ao tribunal, atuar como uma espécie de “bombeiro” para evitar que as divergências entre os ministros ganhem novas dimensões públicas.
As conversas com Moraes e Dino fazem parte desse esforço de tentar preservar o funcionamento institucional do Supremo e reduzir a temperatura das disputas internas.
A orientação, neste momento, seria evitar novos movimentos públicos que possam alimentar a crise. A sessão desta quinta-feira, no entanto, é vista como um possível ponto de inflexão, já que Moraes poderá decidir se permanece em silêncio ou se fará alguma manifestação.


















