Com Eduardo em ação, Flávio teme impacto de sanções dos EUA
Interlocutores do candidato dizem que ofensiva por medidas contra ministros do STF não passa por Flávio e pode gerar desgaste eleitoral

Eduardo Bolsonaro em discurso na CPAC, principal conferência global de lideranças conservadoras, em Maryland, nos EUA, em fevereiro de 2025 | Gage Skidmore
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) demonstram preocupação com uma nova ofensiva da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para pressionar os Estados Unidos pela aplicação de sanções contra o Brasil.
Segundo interlocutores do senador, a campanha não considera adequada, neste momento, uma nova mobilização pela retomada da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes ou outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
A avaliação entre aliados de Flávio é que agora o melhor seria de “jogar com as regras do momento”, diante do desempenho do candidato nas pesquisas eleitorais. Eles temem que uma nova ofensiva internacional provoque repercussão negativa e acabe se transformando em um novo desgaste para a campanha.
De acordo com esses interlocutores, a iniciativa é conduzida exclusivamente por Eduardo Bolsonaro e não passa por Flávio.
Eduardo, irmão do candidato do PL à Presidência, esteve nesta quarta-feira (16) em Washington, onde se reuniu com integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A principal pauta é a retomada das sanções contra Moraes com base na Lei Magnitsky.
Eduardo já havia afirmado publicamente que trabalha pela reativação das sanções. Em 1º de setembro, disse que ele e aliados haviam feito o pedido ao governo americano e que era “entusiasta” da retomada da medida.
A movimentação ocorre em meio à crise no STF e às novas discussões sobre a atuação de Moraes no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Eduardo também afirma que a ofensiva não está relacionada à eleição brasileira.
Dentro da campanha de Flávio, porém, a avaliação é de que qualquer nova medida dos Estados Unidos contra integrantes do STF pode acabar tendo impacto eleitoral e alimentar uma discussão que o candidato, neste momento, prefere conduzir dentro das fronteiras brasileiras.
























