Política

Eduardo busca sanções dos EUA a Moraes após sessão do STF

Irmão de Flávio Bolsonaro quer retomar aplicação da Lei Magnitsky contra ministro

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Eduardo Gayer
Eduardo Bolsonaro em discurso na CPAC, principal conferência global de lideranças conservadoras, em Maryland, nos EUA, em fevereiro de 2025 | Gage Skidmore

Eduardo Bolsonaro em discurso na CPAC, principal conferência global de lideranças conservadoras, em Maryland, nos EUA, em fevereiro de 2025 | Gage Skidmore

Após a tumultuada sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu fôlego ao ministro Alexandre de Moraes, adiando a análise da abertura de inquérito pelas conversas com Daniel Vorcaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o comunicador Paulo Figueiredo começam nesta quarta-feira (16) uma nova rodada de conversas nos Estados Unidos em busca de sanções contra o magistrado.

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Irmão do candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo acionou contatos no Departamento de Estado americano para tentar retomar a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, inimigo preferencial do bolsonarismo e que tem sido paulatinamente abandonado pela centro-esquerda brasileira para evitar desgastes a menos de um mês da eleição.

Com o pedido de vista do ministro Flávio Dino, aliado de primeira hora de Moraes, o STF deve julgar se abre ou não uma investigação contra o magistrado apenas depois das eleições presidenciais.

Internamente, o governo Lula busca se distanciar do ministro, que, de acordo com a Polícia Federal, recebeu mensagens de Vorcaro no dia da prisão do banqueiro com consultas sobre uma eventual fuga do País. O ministro nega ter sido o destinatário dos textos.

Já a campanha de Flávio Bolsonaro busca colar a imagem de Alexandre de Moraes à do presidente para ampliar o desgaste do candidato à reeleição e chegar ao segundo turno à frente do petista.

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