Lula: celibato faz católicos crescerem menos que evangélicos
Em encontro com lideranças protestantes no Planalto, presidente também disse que igrejas evangélicas dão mais liberdade e espaço para mulheres
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Felipe Moraes
Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que a Igreja Católica cresce menos que a evangélica por "não acabar com o celibato".
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Em encontro com lideranças protestantes brasileiras e norte-americanas no Palácio do Planalto, o mandatário também sugeriu que mulheres encontram mais espaço e possibilidade de ocupar posições importantes em igrejas evangélicas do que nas católicase que isso explicaria o aumento de fiéis nas últimas décadas.
"Eu conheço o trabalho da Igreja Católica. Falei pro papa Francisco, 'enquanto a Igreja Católica não acabar com celibato e permitir que mulheres possam ser bispos, padres, a gente vai ver Igreja Católica passando dificuldade'. Esta é uma vantagem que a igreja evangélica tem. Mulheres são tratadas em igualdade de condições. Isso faz com que tenha crescido tanto no Brasil", opinou o petista.
Segundo dados do Censo 2022 divulgados em 2025, 56,7% da população brasileira afirma ser católica, o menor percentual desde o primeiro levantamento do tipo, em 1872.
Por outro lado, conforme números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evangélicos chegaram ao maior patamar já registrado, passando de 21,6% em 2010 para 26,9% em 2022.
"Vamos precisar das igrejas" em 2027, diz presidente
Em aceno ao eleitorado evangélico, que aparece em pesquisas mais inclinado a votar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o mandatário apontou que "vamos precisar muito das igrejas ano que vem". "Porque eu vou criar uma política de cuidado para as pessoas idosas."
"Não só pra pessoa que tá doente. Mas nós queremos uma política de cuidado pra tirar homens e mulheres do isolamento. Pessoas que estão em casa sozinhas, que não têm mais companhia. Quando, na verdade, essa pessoa tem que ter lugar, lugar pra passear, ver filme, nadar, dançar e até namorar. Porque hoje com 70, 80 [anos] se namora", brincou Lula, que fará aniversário de 81 em 27 de outubro, dois dias após um eventual segundo turno presidencial.
A primeira-dama Janja Lula da Silva, a quem o presidente agradeceu por viabilizar o encontro de hoje, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, também falaram na reunião.
Rejeitado em abril pelo Senado para ocupar vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro-chefe da AGU, que é evangélico, se emocionou.
"Peço a Deus, todos os dias, que Deus tire as escamas dos olhos dos nossos irmãos, para que possam enxergar a bondade, a verdade e a justiça que vêm dos seus atos todos os dias. Tenho orgulho de, como evangélico, como cristão, servir ao meu país sob sua liderança. Não é fácil", declarou, olhando para Lula.
Messias ainda fez um desabafo ao relatar uma conversa com a jornalista e ativista Nilza Valéria Zacarias, uma das coordenadoras da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e outra presente que discursou no encontro.
"Esses dias eu brincava com Nilza. Falava assim, 'quando a gente apanha, faz parte. Ora por mim'. Crente de esquerda não tem direito nem a corrente de oração."
Lula: celibato faz católicos crescerem menos que evangélicosEm encontro com lideranças protestantes no Planalto, presidente também disse que igrejas evangélicas dão mais liberdade e espaço para mulheresPolítica2026-09-16T16:57:36.449ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que a Igreja Católica cresce menos que a evangélica por "não acabar com o celibato". Em no Palácio do Planalto, o mandatário também sugeriu que mulheres encontram mais espaço e possibilidade de ocupar posições importantes em igrejas evangélicas do que nas católicas e que isso explicaria o aumento de fiéis nas últimas décadas. "Eu conheço o trabalho da Igreja Católica. Falei pro papa Francisco, 'enquanto a Igreja Católica não acabar com celibato e permitir que mulheres possam ser bispos, padres, a gente vai ver Igreja Católica passando dificuldade'. Esta é uma vantagem que a igreja evangélica tem. Mulheres são tratadas em igualdade de condições. Isso faz com que tenha crescido tanto no Brasil", opinou o petista. Segundo dados do Censo 2022 divulgados em 2025, 56,7% da população brasileira afirma ser católica, o menor percentual desde o primeiro levantamento do tipo, em 1872. Por outro lado, conforme números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), evangélicos chegaram ao maior patamar já registrado, passando de 21,6% em 2010 para 26,9% em 2022. "Vamos precisar das igrejas" em 2027, diz presidente Em aceno ao eleitorado evangélico, que aparece em pesquisas mais inclinado a votar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o mandatário apontou que "vamos precisar muito das igrejas ano que vem". "Porque eu vou criar uma política de cuidado para as pessoas idosas." "Não só pra pessoa que tá doente. Mas nós queremos uma política de cuidado pra tirar homens e mulheres do isolamento. Pessoas que estão em casa sozinhas, que não têm mais companhia. Quando, na verdade, essa pessoa tem que ter lugar, lugar pra passear, ver filme, nadar, dançar e até namorar. Porque hoje com 70, 80 [anos] se namora", brincou Lula, que fará aniversário de 81 em 27 de outubro, dois dias após um eventual segundo turno presidencial. A primeira-dama Janja Lula da Silva, a quem o presidente agradeceu por viabilizar o encontro de hoje, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, também falaram na reunião. Rejeitado em abril pelo Senado para ocupar vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro-chefe da AGU, que é evangélico, se emocionou. "Peço a Deus, todos os dias, que Deus tire as escamas dos olhos dos nossos irmãos, para que possam enxergar a bondade, a verdade e a justiça que vêm dos seus atos todos os dias. Tenho orgulho de, como evangélico, como cristão, servir ao meu país sob sua liderança. Não é fácil", declarou, olhando para Lula. Messias ainda fez um desabafo ao relatar uma conversa com a jornalista e ativista Nilza Valéria Zacarias, uma das coordenadoras da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito e outra presente que discursou no encontro. "Esses dias eu brincava com Nilza. Falava assim, 'quando a gente apanha, faz parte. Ora por mim'. Crente de esquerda não tem direito nem a corrente de oração."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-celibato-faz-catolicos-crescerem-menos-que-evangelicos
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