Celina Leão sobre STF: ninguém está acima de investigação
Em sabatina ao SBT News, candidata foi questionada sobre eventual investigação de Moraes; ela diz que apurações devem ocorrer independentemente da posição
Warley Júnior, Roberta Russo, Carla Araújo, Túlio Amâncio
Candidata Celina Leão (PP) durante sabatina ao SBT News | Reprodução/SBT News
A candidata à reeleição ao governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira (16) que todas as pessoas que tiverem fatos a esclarecer devem ser investigadas, independentemente de posição política ou jurídica. A declaração foi dada durante sabatina ao SBT News, ao ser questionada sobre a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Celina não citou expressamente o nome de Moraes na resposta. A candidata afirmou, de forma geral, que as instituições precisam ser preservadas e que eventuais investigações devem alcançar qualquer pessoa, sem distinção de partido ou posição hierárquica.
“Ninguém está acima do bem e do mal. Todas as pessoas que tiverem alguma coisa a ser investigada, respondida, todas essas pessoas precisam ser investigadas, independentemente de sigla partidária ou de posição hierárquica ou jurídica”, afirmou.
Celina também relacionou o caso Master à necessidade de apuração das operações financeiras envolvendo o banco. Segundo a candidata, as investigações devem identificar quem foi beneficiado pelas transações.
“O escândalo do Master pega todas as siglas partidárias, pega o PT, pega vários estados. E eu sempre falo que, no caso, tem que se seguir o dinheiro. Se seguir o dinheiro, vai saber quem foram as pessoas beneficiadas”, declarou.
A candidata afirmou ainda esperar que, após as eleições, haja uma redução das tensões entre os Poderes e uma retomada do que chamou de “normalidade” institucional.
Anistia pelo 8 de Janeiro
Questionada também sobre uma eventual anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Celina defendeu a medida e afirmou acreditar que o tema deve ser revisto caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente.
“Eu acredito que a anistia é um passo importante para se fazer justiça a milhares de famílias”, afirmou.
Celina disse ter acompanhado de perto a situação dos presos após os ataques às sedes dos Três Poderes e alegou que algumas pessoas condenadas não teriam participado diretamente dos atos. A candidata, que é advogada, também afirmou enxergar possíveis nulidades nos processos.
“Se você for olhar do ponto de vista, eu sou advogada, do ponto de vista de nulidade, você tem vários aspectos de nulidade desses processos que aconteceram no dia 8 de janeiro”, declarou.
Ao mesmo tempo, Celina classificou como “inadmissível” o vandalismo ocorrido naquele dia, mas contestou a caracterização dos acontecimentos como um ato orquestrado.
“Eu, que estava aqui, acompanhei muito de perto. Foi um vandalismo, não foi um ato orquestrado, e isso realmente é inadmissível, qualquer tipo de vandalismo”, afirmou.
A candidata também criticou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse considerar necessária uma revisão do caso se Flávio Bolsonaro chegue à Presidência.
“Deixar um presidente da República preso, sem ter uma prova realmente robusta, eu acredito também que é um prejuízo institucional e um prejuízo do ponto de vista daquilo que se fala do devido processo legal”, declarou.
Celina Leão sobre STF: ninguém está acima de investigaçãoEm sabatina ao SBT News, candidata foi questionada sobre eventual investigação de Moraes; ela diz que apurações devem ocorrer independentemente da posiçãoEleições2026-09-16T15:48:32.383ZA candidata à reeleição ao governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira (16) que todas as pessoas que tiverem fatos a esclarecer devem ser investigadas, independentemente de posição política ou jurídica. A declaração foi dada durante sabatina ao SBT News, ao ser questionada sobre a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Celina não citou expressamente o nome de Moraes na resposta. A candidata afirmou, de forma geral, que as instituições precisam ser preservadas e que eventuais investigações devem alcançar qualquer pessoa, sem distinção de partido ou posição hierárquica. “Ninguém está acima do bem e do mal. Todas as pessoas que tiverem alguma coisa a ser investigada, respondida, todas essas pessoas precisam ser investigadas, independentemente de sigla partidária ou de posição hierárquica ou jurídica”, afirmou. A declaração ocorreu um dia depois de o , controlador do Banco Master. Celina também relacionou o caso Master à necessidade de apuração das operações financeiras envolvendo o banco. Segundo a candidata, as investigações devem identificar quem foi beneficiado pelas transações. “O escândalo do Master pega todas as siglas partidárias, pega o PT, pega vários estados. E eu sempre falo que, no caso, tem que se seguir o dinheiro. Se seguir o dinheiro, vai saber quem foram as pessoas beneficiadas”, declarou. A candidata afirmou ainda esperar que, após as eleições, haja uma redução das tensões entre os Poderes e uma retomada do que chamou de “normalidade” institucional. Anistia pelo 8 de Janeiro Questionada também sobre uma eventual anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, Celina defendeu a medida e afirmou acreditar que o tema deve ser revisto caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. “Eu acredito que a anistia é um passo importante para se fazer justiça a milhares de famílias”, afirmou. Celina disse ter acompanhado de perto a situação dos presos após os ataques às sedes dos Três Poderes e alegou que algumas pessoas condenadas não teriam participado diretamente dos atos. A candidata, que é advogada, também afirmou enxergar possíveis nulidades nos processos. “Se você for olhar do ponto de vista, eu sou advogada, do ponto de vista de nulidade, você tem vários aspectos de nulidade desses processos que aconteceram no dia 8 de janeiro”, declarou. Ao mesmo tempo, Celina classificou como “inadmissível” o vandalismo ocorrido naquele dia, mas contestou a caracterização dos acontecimentos como um ato orquestrado. “Eu, que estava aqui, acompanhei muito de perto. Foi um vandalismo, não foi um ato orquestrado, e isso realmente é inadmissível, qualquer tipo de vandalismo”, afirmou. A candidata também criticou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse considerar necessária uma revisão do caso se Flávio Bolsonaro chegue à Presidência. “Deixar um presidente da República preso, sem ter uma prova realmente robusta, eu acredito também que é um prejuízo institucional e um prejuízo do ponto de vista daquilo que se fala do devido processo legal”, declarou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/celina-leao-sobre-stf-ninguem-esta-acima-de-investigacao