Eleições

Sem citar Ciro, Flávio diz apoiar quem combata facções no CE

Presidenciável falou em "parceria com um governador aqui no Ceará" e evitou mencionar nome do tucano apoiado pelo PL na disputa contra petista Elmano de Freitas

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Valentina Moreira, Felipe Moraes
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente | Divulgação/Charles Vieira.

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente | Divulgação/Charles Vieira.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira (16) querer um candidato ao governo do Ceará que combata "de verdade" as facções criminosas e "parceria com um governador aqui" em um eventual governo dele. No entanto, o senador evitou menções ao nome de Ciro Gomes (PSDB), apoiado pelo Partido Liberal na disputa contra o petista Elmano de Freitas, que tenta a reeleição.

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"Eu vou fazer uma parceria com um governador aqui no Ceará. Um governador que combata de verdade as facções criminosas. Um governador que esteja disposto a olhar para frente, pensar no povo cearense. É assim que eu vou ser o presidente da República. Vou tratar todos os governadores dessa forma", afirmou a jornalistas durante agenda de campanha em Juazeiro do Norte (CE).
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O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) disse que, em caso de vitória de Elmano, o estado "vai ficar entregue" ao crime organizado e repetiu referência indireta a Gomes: "Eu vou libertar o povo do Ceará, mas eu preciso de um governador que também entenda que é importante combater as facções criminosas".

O apoio do PL a Ciro Gomes, ex-ministro da Integração Nacional no primeiro governo do presidente Lula (PT), motivou crise e rompimento, já publicamente desfeito, entre Flávio e Michelle Bolsonaro (PL).

A ex-primeira-dama era contra a aliança no primeiro turno por causa do histórico do ex-governador cearense em críticas e posicionamentos contra o clã Bolsonaro. A madrasta de Flávio defendia articulação com o senador Eduardo Girão (Novo), atual candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo) ao Planalto.

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