Mundo

Ataque houthi atinge aeroporto de Riade, afirmam rebeldes

Ofensiva também teria danificado instalações da Aramco, maior empresa petrolífera da Arábia Saudita

A
Avatar de com informações da Reuters
Por André de Sena e com informações da Reuters
Porta-voz militar dos rebeldes houthis, Yahya Sarea | Reprodução/Reuters

Porta-voz militar dos rebeldes houthis, Yahya Sarea | Reprodução/Reuters

Os rebeldes houthis, do Iêmen, afirmaram neste sábado (7) que realizaram ataques bem-sucedidos contra o aeroporto de Riade, capital da Arábia Saudita, e instalações da Aramco, a maior empresa petrolífera do país. A informação não foi confirmada pelas autoridades sauditas.

De acordo com o porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, o grupo fez seis operações, "utilizando um grande número de mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones". Além do Aeroporto Internacional Khalid, em Riade, os alvos eram tanques e torres de armazenamento de petróleo pertencentes à Aramco nas regiões de Khurais e Dawadmi.

Sarea também alegou que os ataques realizados pelos rebeldes atingiram soldados sauditas em diversas áreas, "infligindo um grande número de baixas".

A insurreição dos houthis teve início em 2014, quando os rebeldes tomaram a capital do Iêmen, Sanaa, desafiando o governo iemenita reconhecido internacionalmente. Em março de 2015, a Arábia Saudita interveio militarmente na tentativa de conter o grupo armado xiita apoiado pelo Irã.

A disputa entre os houthis e a coalizão militar liderada por Riade foi paralisada em abril de 2022, após a ONU mediar um cessar-fogo, dando início a um período de relativa calmaria. No entanto, o conflito foi retomado em julho de 2026, em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio causada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas, da retomada dos combates em julho até o início de agosto, mais de 200 mil pessoas foram deslocadas por conta do conflito.

"As pessoas estão fugindo para salvar suas vidas e não encontram nenhum lugar seguro para ir", disse a Diretora-Geral da OIM, Amy Pope, que fez um apelo por ajuda humanitária para as famílias afetadas diante da crescente escassez de alimentos e abrigo.

Últimas notícias