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True Crime: a operação que atingiu o coração da Cracolândia

Inspetor da PRF detalha investigação sobre esquema criminoso ligado ao PCC, exploração de usuários de drogas e a prisão do apontado como o rei da Cracolândia

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Por Fabio Diamante e Robinson Cerantula

O que mudou na Cracolândia de São Paulo depois de quase três décadas? O novo episódio do True Crime, do SBT News, vai responder essa pergunta e contar os bastidores de uma das maiores operações de inteligência realizadas no centro da capital paulista.

O convidado do programa é Fernando Miranda, inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ele liderou o trabalho de inteligência desenvolvido a pedido de promotores do Ministério Público de São Paulo. A longa investigação resultou em diversos processos criminais e no fim do fluxo da Cracolândia.

"Era um esquema criminoso mantido pelo PCC mas que não era só sobre o tráfico de drogas. A venda de cachaça nos bares, os hotéis clandestinos, a especulação imobiliária.. era muito maior do que se podia imaginar", disse o inspetor.
Região da Cracolândia em 2024 | Paulo Pinto/Agência Brasil (arquivo)
Região da Cracolândia em 2024 | Paulo Pinto/Agência Brasil (arquivo)

Atualmente, Fernando Miranda coordena o setor de inteligência da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Ele destaca o papel dos ferros-velhos que compravam sucata e materiais recicláveis recolhidos pelos usuários de drogas. "Era um trabalho escravo, de exploração das principais vítimas. Me lembro de uma imagem que me marcou muito. Nós gravamos um usuário de drogas descascar um fio elétrico com a própria boca para conseguir umas moedas".

No programa, Fernando Miranda explica como funcionava essa estrutura e por que foi necessário atingir o que ele descreve como uma espécie de quartel-general da Cracolândia: a antiga Favela do Moinho. "Era uma favela bunker, cercada e monitorada por criminosos", afirmou.

O episódio também revela os bastidores da prisão de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho, apontado como o rei da Cracolândia. Integrante da estrutura do PCC, ele vivia na Baixada Santista, mas, ao lado de familiares, coordenava atividades criminosas no centro de São Paulo.

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