MP paraguaio pede prisão preventiva de ex-presidente
O ex-presidente, que sofreu impeachtment na sexta-feira (6), está em prisão domiciliar desde ontem

Santiago Peña renunciou ao cargo de presidente do Paraguai na quinta-feira (5) | Flickr/Gobierno del Paraguay
O Ministério Público (MP) do Paraguai pediu formalmente a prisão preventiva do ex-presidente do país, Santiago Peña, sob suspeita de ele favorecer um banco no qual teria mantido participação econômica.
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O ex-presidente, que sofreu impeachtment na sexta-feira (6), está em prisão domiciliar desde a noite de ontem. Neste sábado (7), ele prestou depoimento ao MP.
A acusação aponta US$ 200 mil em dinheiro vivo na residência presidencial, supostamente recebidos pessoalmente por Peña.
O pedido do MP é feito ao tribunal criminal de primeira instância, que também vai avaliar a prisão preventiva do ex-presidente do BCP (Banco Central do Paraguai), Carlos Dagoberto Carvallo Spalding.
O Instituto de Previdência Socia (IPS) aprovou G$ 250 bilhões em títulos do Ueno Bank dois dias depois de uma reunião com Peña, segundo a cronologia apresentada pelos investigadores.
O ex-presidente do Banco Central Carlos Carvalho é acusado de omitir relatórios técnicos ao Senado que apontavam problemas na situação financeira do banco.
A investigação aponta mais de 3,6 trilhões de guaranis (moeda paraguaia) e US$ 233 milhões em recursos públicos e previdenciários depositados na instituição.














