A campanha do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, se vê favorecida com o resultado da sessão do Supremo Tribunal Federal dessa terça-feira (15) e deve insistir na estratégia de colar a crise na Corte à imagem do presidente Lula (PT).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Antes do adiamento da votação, a avaliação de pessoas ligadas ao senador era a de que ele já estava em um contexto ganha-ganha, independentemente da decisão dos ministros. Com o pedido de vista do ministro Flávio Dino, o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) ganhou tempo para manter o assunto na pauta até as vésperas das eleições e munição para colar a responsabilidade da crise no Supremo em Lula.
Isso porque, na perspectiva dos aliados do candidato, o fato de Dino ser o responsável pelo adiamento da votação reforça a narrativa de que Lula está atuando nos bastidores para proteger Moraes. Durante um evento em Fortaleza na noite de terça (15), Flávio chamou o ministro de “tropa de choque de Lula”, que “adiou e protegeu o Alexandre de Moraes”.
Nesta quarta (16), em Juazeiro do Norte, ele reforçou a ideia: “Ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo, melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia”, e repetiu o seu novo lema de campanha: “Hoje, quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”.
qFlávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência | Divulgação/Vittor Sales
A avaliação é a de que, na prática, o discurso não reflete necessariamente no crescimento de Flávio nas pesquisas. Mas tem um efeito direto sobre a popularidade do candidato petista, que vem enfrentando dificuldade de crescimento nas intenções de voto nos últimos levantamentos.
Há, contudo, o contraponto de que o prolongamento da discussão no Supremo aumenta o risco de Flávio ser alvo de novos vazamentos sobre a relação dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Perguntado sobre esta possibilidade, seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho, disse a jornalistas na terça (15) que a medida de Dino foi orquestrada para “aumentar o tumulto judicial” e que o Flávio prega a “transparência sobre todos os processos”.
“Então, é evidente — eu afirmo aqui — que isso foi feito para se ganhar tempo e para se permitir novos vazamentos, para aumentar o tumulto judicial e para se tentar livrar o ministro Alexandre de Moraes de que ele, a exemplo de qualquer cidadão brasileiro, possa prestar contas em juízo, dentro de um inquérito em que ele tenha amplo direito de defesa, para que esclareça fatos graves", disse Rogério Marinho após a sessão no STF dessa terça (15).
Nos bastidores da campanha, há a leitura de que Flávio não teve grandes danos à sua imagem após as últimas revelações envolvendo o filme "Dark Horse" — que mostraram que ele é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção e apontado como intermediador direto entre Daniel Vorcaro e o financiamento da produção.
A estratégia para isso foi alegar que a investigação é uma “cortina de fumaça”, “sem informações novas", além de uma tentativa de perseguição política. A fórmula já é conhecida do bolsonarismo e deve ser repetida em caso de novos vazamentos.
STF: Flávio vê vitória, mas campanha alerta para vazamentosCandidato à Presidência pelo PL chamou de sessão no STF de “dia de esperança” e tenta colar em Lula a responsabilidade do adiamento da decisão Política2026-09-16T15:41:08.083ZA campanha do candidato à Presidência pelo PL, , se vê favorecida com o resultado da sessão do Supremo Tribunal Federal dessa terça-feira (15) e deve insistir na estratégia de colar a crise na Corte à imagem do presidente Lula (PT). Antes do adiamento da votação, a avaliação de pessoas ligadas ao senador era a de que ele já estava em um contexto ganha-ganha, independentemente da decisão dos ministros. Com o pedido de vista do ministro Flávio Dino, o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) ganhou tempo para manter o assunto na pauta até as vésperas das eleições e munição para colar a responsabilidade da crise no Supremo em Lula. Isso porque, na perspectiva dos aliados do candidato, o fato de Dino ser o responsável pelo adiamento da votação reforça a narrativa de que Lula está atuando nos bastidores para proteger Moraes. Durante um evento em Fortaleza na noite de terça (15), Flávio chamou o ministro de “tropa de choque de Lula”, que “adiou e protegeu o Alexandre de Moraes”. Nesta quarta (16), em Juazeiro do Norte, ele reforçou a ideia: “Ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo, melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia”, e repetiu o seu novo lema de campanha: “Hoje, quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”. A avaliação é a de que, na prática, o discurso não reflete necessariamente no crescimento de Flávio nas pesquisas. Mas tem um efeito direto sobre a popularidade do candidato petista, que vem enfrentando dificuldade de crescimento nas intenções de voto nos últimos levantamentos. Há, contudo, o contraponto de que o prolongamento da discussão no Supremo aumenta o risco de Flávio ser alvo de novos vazamentos sobre a relação dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Perguntado sobre esta possibilidade, seu coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho, disse a jornalistas na terça (15) que a medida de Dino foi orquestrada para “aumentar o tumulto judicial” e que o Flávio prega a “transparência sobre todos os processos”. “Então, é evidente — eu afirmo aqui — que isso foi feito para se ganhar tempo e para se permitir novos vazamentos, para aumentar o tumulto judicial e para se tentar livrar o ministro Alexandre de Moraes de que ele, a exemplo de qualquer cidadão brasileiro, possa prestar contas em juízo, dentro de um inquérito em que ele tenha amplo direito de defesa, para que esclareça fatos graves", disse Rogério Marinho após a sessão no STF dessa terça (15). Nos bastidores da campanha, há a leitura de que Flávio não teve grandes danos à sua imagem após as últimas revelações envolvendo o filme "Dark Horse" — que mostraram que ele é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção e apontado como intermediador direto entre Daniel Vorcaro e o financiamento da produção. A estratégia para isso foi alegar que a investigação é uma “cortina de fumaça”, “sem informações novas", além de uma tentativa de perseguição política. A fórmula já é conhecida do bolsonarismo e deve ser repetida em caso de novos vazamentos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/stf-flavio-ve-vitoria-mas-campanha-alerta-para-vazamentos