CVM julga suposta fraude com Vorcaro em fundo imobiliário
Empresários ligados ao ex-dono do Master teriam atuado para inflar valores de imóveis

CVM julga suposta fraude com Vorcaro em fundo imobiliário | Divulgação
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) julga nesta terça-feira (8), em sessão marcada para à tarde, uma suposta fraude financeira no fundo de investimento imobiliário Brazil Realty com o envolvimento de Daniel Vorcaro e seus familiares. Em caso de condenação, a autarquia pode aplicar multas e até proibição temporária para os envolvidos atuarem no mercado de capitais.
De acordo com a acusação da CVM, um grupo de empresários ligados a Vorcaro teria inflado o valor de imóveis usados para integralizar cotas do Brazil Realty. Depois, esses papéis teriam sido negociados entre empresas relacionadas para dar liquidez ao fundo de maneira artificial. A CVM classifica a operação investigada como uma possível fraude no mercado de capitais.
Um dos casos citados envolve um imóvel em Nova Lima (MG), cujo valor registrado nas demonstrações financeiras passou de R$ 7,1 milhões para R$ 70,8 milhões após uma reavaliação. O laudo usado para justificar o novo valor foi atribuído à Pedrosa Consultores, que negou a autoria do documento e o classificou como fraude. Em outro caso, um imóvel em Contagem (MG) teria provocado uma sobreavaliação de aproximadamente R$ 56 milhões.
A acusação afirma que, depois disso, cotas do fundo foram compradas e vendidas por empresas ligadas aos envolvidos antes de chegarem a investidores independentes, em operações que teriam dado uma aparência de liquidez aos papéis.
As defesas negam a existência de fraude e sustentam que as operações foram regulares. No caso de Daniel Vorcaro, os advogados afirmam que ele não elaborou, solicitou ou aprovou os laudos questionados pela CVM, de acordo com o relatório do diretor João Accioly encaminhado para julgamento.






















