Cármen lamenta “descrença" e "desânimo” com instituições
Ministra diz que democracia depende da confiança na administração pública e cobra responsabilidade dos servidores
Caroline Vale
Cármen Lúcia fala em descrença e desânimo com gestão pública. | Reprodução/YouTube
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (16) que o Brasil vive um momento de “descrença” e “desânimo” com a administração pública. Segundo ela, a confiança da população nas instituições é essencial para o funcionamento da democracia.
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“A democracia vive da confiança que o cidadão tem, que a cidadã tem, nas suas instituições. Eu digo isso com muito lamento pelos momentos que nós estamos passando de descrença e de desânimo com administração pública”, afirmou.
A declaração foi feita durante participação virtual no XXII Encontro do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), em Belo Horizonte. A palestra de Cármen Lúcia abriu a programação do evento.
Na avaliação da ministra, eventuais erros fazem parte das limitações humanas, mas os agentes públicos têm o dever de buscar corrigir falhas e prestar um serviço que fortaleça a confiança da sociedade. “Como eu disse, erros são do ser humano, são dos nossos limites, mas a busca do acerto é uma imposição, é um dever que todos nós, servidores, temos para garantir essa confiança que faz com que cada pessoa possa acreditar mais no país”, disse.
Cármen Lúcia afirmou ainda que a responsabilidade dos servidores públicos não deve ser tratada como um favor ou uma prerrogativa, mas como uma obrigação.
“Para que a população possa acreditar mais no país, possa acreditar mais na democracia e principalmente que ele possa saber que nós temos o dever de prestar o mesmo melhor serviço. Não é favor, não é uma prerrogativa, é obrigação. E é uma obrigação que nós temos que cumprir”, concluiu.
A fala da ministra ocorre um dia depois da sessão do STF de terça-feira (15), quando a ministra pediu desculpas à população pela condução da crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ela afirmou estar “em estado de profunda consternação e tristeza” e disse sentir-se “um pouco envergonhada” com a exposição dos conflitos internos da Corte.
Segundo a ministra, o Judiciário deveria transmitir tranquilidade, mas acabou gerando intranquilidade. Cármen Lúcia também defendeu o esclarecimento de dúvidas envolvendo integrantes do tribunal e votou contra a reunião, em um único processo, dos casos relacionados a Moraes e Mendonça.
Cármen lamenta “descrença" e "desânimo” com instituiçõesMinistra diz que democracia depende da confiança na administração pública e cobra responsabilidade dos servidores Política2026-09-16T17:48:33.984ZA ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (16) que o Brasil vive um momento de “descrença” e “desânimo” com a administração pública. Segundo ela, a confiança da população nas instituições é essencial para o funcionamento da democracia. “A democracia vive da confiança que o cidadão tem, que a cidadã tem, nas suas instituições. Eu digo isso com muito lamento pelos momentos que nós estamos passando de descrença e de desânimo com administração pública”, afirmou. A declaração foi feita durante participação virtual no XXII Encontro do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), em Belo Horizonte. A palestra de Cármen Lúcia abriu a programação do evento. Na avaliação da ministra, eventuais erros fazem parte das limitações humanas, mas os agentes públicos têm o dever de buscar corrigir falhas e prestar um serviço que fortaleça a confiança da sociedade. “Como eu disse, erros são do ser humano, são dos nossos limites, mas a busca do acerto é uma imposição, é um dever que todos nós, servidores, temos para garantir essa confiança que faz com que cada pessoa possa acreditar mais no país”, disse. Cármen Lúcia afirmou ainda que a responsabilidade dos servidores públicos não deve ser tratada como um favor ou uma prerrogativa, mas como uma obrigação. “Para que a população possa acreditar mais no país, possa acreditar mais na democracia e principalmente que ele possa saber que nós temos o dever de prestar o mesmo melhor serviço. Não é favor, não é uma prerrogativa, é obrigação. E é uma obrigação que nós temos que cumprir”, concluiu. A fala da ministra ocorre um dia depois da sessão do STF de terça-feira (15), quando a ministra pediu desculpas à população pela condução da crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Ela afirmou estar “em estado de profunda consternação e tristeza” e disse sentir-se “um pouco envergonhada” com a exposição dos conflitos internos da Corte. Segundo a ministra, o Judiciário deveria transmitir tranquilidade, mas acabou gerando intranquilidade. Cármen Lúcia também defendeu o esclarecimento de dúvidas envolvendo integrantes do tribunal e votou contra a reunião, em um único processo, dos casos relacionados a Moraes e Mendonça. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/carmen-lamenta-descrenca-e-desanimo-com-instituicoes
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