Governo Lula busca distância de julgamento no STF
Aliados silenciam em público, Messias escala "vice" e Lula fará discurso ensaiado se questionado

Presidente Lula (PT) faz discurso durante sanção de projetos no Planalto | Reprodução/YouTube
Integrantes do governo federal buscam tomar distância do julgamento sem precedentes em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15). Cientes do impacto negativo da crise para a campanha petista, sobretudo após a defesa enfática de Alexandre de Moraes por Flávio Dino e Gilmar Mendes, os principais auxiliares do presidente Lula (PT) evitaram o assunto do dia nas redes sociais e em público.
O silêncio é deliberado. "Nosso adversário é Flávio Bolsonaro, não o Supremo. Atacar a Corte não nos interessa", resumiu à coluna um ministro.
Mais cedo, em cerimônia de sanção da lei dos datacenters no Palácio do Planalto, o próprio Lula ignorou o julgamento histórico que ocorria do outro lado da Praça dos Três Poderes.
Ponte entre o governo e o Supremo, o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, não compareceu ao julgamento e foi representado por Flávio Roman, número dois da pasta. Enquanto os magistrados do tribunal se atacavam mutuamente, Messias recebia a medalha Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Contas Ruy Barbosa, concedida pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF).
Apesar da cautela, Lula não fugirá do tema ao ser questionado em entrevistas que pretende conceder ao longo da semana. O presidente tem um discurso pronto, ensaiado com sua equipe: defenderá investigação irrestrita, "doa a quem doer".






















