Moraes chamou investigação contra ele de "fraudulenta" e sugeriu convocar testemunhas para depor; Mendonça classificou falas do colega como "mentira"
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Felipe Moraes
Discussão entre Moraes e Mendonça em sessão do STF | Reprodução/YouTube
Pivôs da crise no Supremo Tribunal Federal, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça bateram boca durante sessão da Corte nesta terça-feira (15) que analisa mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, a Moraes.
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Em meio a uma discussão entre Gilmar Mendes e Luiz Fux sobre decisão do relator, já revogada pelo presidente do STF, Fachin, que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Mendonça sugeriu que "nós temos hoje uma Polícia Federal paralela, com monitoramento de ministros". Moraes tomou a palavra na sequência e subiu o tom.
Pediu que o caso de hoje, que envolve o relatório da PF com mensagens de Vorcaro mandadas a um contato identificado como "Alexandre Moraes", e as acusações contra Mendonça apresentadas por ele sejam julgadas de forma conjunta em 23 de setembro, data marcada por Fachin para analisar a conduta do relator do caso do Banco Master. "Não há como julgar hoje sem julgar terça [que vem]. Quem tem medo da Polícia Federal?", questionou.
Mendonça reagiu e Moraes disse que não estava "perguntando à Vossa Excelência". "Quem exigiu que se colocasse um colega na colaboração premiada?", seguiu, sem citar Mendonça. "Vamos trazer aqui testemunhas que vou indicar. Não só policiais, mas advogados, testemunhas que tenho."
Moraes: "Tenho testemunhas de que o ministro André...";
Mendonça tentou interromper o colega novamente, que continuou acusando o relator do caso Master de dar decisões em benefício ao "grupo político que quis dar um golpe nesse país", em alusão ao 8 de janeiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que indicou Mendonça para a Corte.
Moraes também afirmou que "não tem nenhum documento apócrifo" na investigação da PF.
"Todos sabem que os relatórios de inteligência estavam registrados. É só pegar registro de quem fez e chamar aqui, além de advogados que já se colocaram. Eu repito, tudo o que foi feito nessa investigação fraudulenta contra mim começou lá atrás", acrescentou, voltando a pedir a Fachin que suas acusações sejam julgadas de forma conjunta com o relatório da PF com conversas de Vorcaro.
Moraes e Mendonça batem boca e trocam acusaçõesMoraes chamou investigação contra ele de "fraudulenta" e sugeriu convocar testemunhas para depor; Mendonça classificou falas do colega como "mentira"Política2026-09-15T15:44:37.871ZPivôs da crise no Supremo Tribunal Federal, os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça bateram boca durante sessão da Corte nesta terça-feira (15) que analisa mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, a Moraes. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em meio a uma discussão entre Gilmar Mendes e Luiz Fux sobre decisão do relator, já revogada pelo presidente do STF, Fachin, que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Mendonça sugeriu que "nós temos hoje uma Polícia Federal paralela, com monitoramento de ministros". Moraes tomou a palavra na sequência e subiu o tom. Pediu que o caso de hoje, que envolve o relatório da PF com mensagens de Vorcaro mandadas a um contato identificado como "Alexandre Moraes", e as acusações contra Mendonça apresentadas por ele sejam julgadas de forma conjunta em 23 de setembro, data marcada por Fachin para analisar a conduta do relator do caso do Banco Master. "Não há como julgar hoje sem julgar terça [que vem]. Quem tem medo da Polícia Federal?", questionou. Mendonça reagiu e Moraes disse que não estava "perguntando à Vossa Excelência". "Quem exigiu que se colocasse um colega na colaboração premiada?", seguiu, sem citar Mendonça. "Vamos trazer aqui testemunhas que vou indicar. Não só policiais, mas advogados, testemunhas que tenho." Mendonça tentou interromper o colega novamente, que continuou acusando o relator do caso Master de dar decisões em benefício ao "grupo político que quis dar um golpe nesse país", em alusão ao 8 de janeiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que indicou Mendonça para a Corte. Moraes também afirmou que "não tem nenhum documento apócrifo" na investigação da PF. "Todos sabem que os relatórios de inteligência estavam registrados. É só pegar registro de quem fez e chamar aqui, além de advogados que já se colocaram. Eu repito, tudo o que foi feito nessa investigação fraudulenta contra mim começou lá atrás", acrescentou, voltando a pedir a Fachin que suas acusações sejam julgadas de forma conjunta com o relatório da PF com conversas de Vorcaro.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moraes-e-mendonca-batem-boca-e-trocam-acusacoes
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