Toffoli se declara suspeito de julgar caso Vorcaro-Moraes
Ministro afirmou que se afastou por foro íntimo para preservar a Corte e disse que continuará acompanhando a sessão
SBT News
O ministro do STF Dias Toffoli | Antonio Augusto/STF
Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o ministro Dias Toffoli declarou suspeição, por motivo de foro íntimo, e afirmou que não participará do julgamento sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que envolvem o ministro Alexandre de Moraes.
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Toffoli explicou que a decisão tem como objetivo preservar a Corte diante de eventuais especulações sobre sua atuação no caso.
“Entendo que, como tenho me manifestado na Turma pela suspeição e reforço, não por me sentir impedido, mas por suspeição de foro íntimo, para preservação da Corte, no ponto de vista de eventuais especulações, eu declaro a minha suspeição para participar desse julgamento, mas não me retirarei”, afirmou.
Toffoli disse que continuará acompanhando a sessão e que, caso considere necessário, pedirá a palavra para se manifestar durante os debates.
O ministro era o relator das investigações relacionadas ao Banco Master no STF antes de André Mendonça assumir o caso. O ministro deixou a relatoria em fevereiro, após um relatório da Polícia Federal enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, citar Toffoli em mensagens encontradas no celular apreendido de Daniel Vorcaro, envolvendo negócios e o Resort Tayayá, no Paraná.
“Vossa Excelência leu na íntegra e disse que não havia nada ilícito, mas que atuaria como arguição de suspeição para análise do Plenário. Assim o fez. (...) Eu respondi, na íntegra, a todos os questionamentos colocados nesse relatório, que foi feito absolutamente fora de qualquer tipo de investigação ou de autorização da Presidência dessa Corte. E essa defesa eu mesmo pedi a Vossa Excelência que encaminhasse aos demais colegas”, disse Toffoli, em referência à condução do caso por Fachin.
Segundo Toffoli, ele acatou uma sugestão do ministro Flávio Dino para preservar a Corte diante das repercussões do relatório e decidiu se afastar voluntariamente da relatoria. Desde então, o ministro não participou dos julgamentos relacionados ao caso Master na Segunda Turma do STF.
Nesta terça-feira, o STF analisa a validade e a utilização do relatório elaborado pela PF a pedido de André Mendonça, que revelou mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.
A Corte também deve avaliar o pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que questiona a forma como as apurações foram realizadas. O julgamento pode definir se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação formal contra Moraes.
Toffoli se declara suspeito de julgar caso Vorcaro-MoraesMinistro afirmou que se afastou por foro íntimo para preservar a Corte e disse que continuará acompanhando a sessãoPolítica2026-09-15T14:42:08.703ZDurante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), o ministro Dias Toffoli declarou suspeição, por motivo de foro íntimo, e afirmou que não participará do julgamento sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e que envolvem o ministro Alexandre de Moraes. Toffoli explicou que a decisão tem como objetivo preservar a Corte diante de eventuais especulações sobre sua atuação no caso. “Entendo que, como tenho me manifestado na Turma pela suspeição e reforço, não por me sentir impedido, mas por suspeição de foro íntimo, para preservação da Corte, no ponto de vista de eventuais especulações, eu declaro a minha suspeição para participar desse julgamento, mas não me retirarei”, afirmou. Toffoli disse que continuará acompanhando a sessão e que, caso considere necessário, pedirá a palavra para se manifestar durante os debates. O ministro era o relator das investigações relacionadas ao Banco Master no STF antes de André Mendonça assumir o caso. O ministro deixou a relatoria em fevereiro, após um relatório da Polícia Federal enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, citar , envolvendo negócios e o Resort Tayayá, no Paraná. “Vossa Excelência leu na íntegra e disse que não havia nada ilícito, mas que atuaria como arguição de suspeição para análise do Plenário. Assim o fez. (...) Eu respondi, na íntegra, a todos os questionamentos colocados nesse relatório, que foi feito absolutamente fora de qualquer tipo de investigação ou de autorização da Presidência dessa Corte. E essa defesa eu mesmo pedi a Vossa Excelência que encaminhasse aos demais colegas”, disse Toffoli, em referência à condução do caso por Fachin. Segundo Toffoli, ele acatou uma sugestão do ministro Flávio Dino para preservar a Corte diante das repercussões do relatório e decidiu se afastar voluntariamente da relatoria. Desde então, o ministro não participou dos julgamentos relacionados ao caso Master na Segunda Turma do STF. Além de Toffoli, o . Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele afirmou que, diante da proximidade das eleições, não se sentia confortável em votar e deixou o plenário. Nesta terça-feira, o STF analisa a validade e a utilização do relatório elaborado pela PF a pedido de André Mendonça, que revelou mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. A Corte também deve avaliar o pedido de nulidade apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que questiona a forma como as apurações foram realizadas. O julgamento pode definir se há elementos que justifiquem a abertura de uma investigação formal contra Moraes.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/toffoli-declara-suspeicao-em-julgamento-caso-vorcaro-moraes
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