Política

Lula cita Eduardo e critica político “de quatro” para os EUA

Em comício em Ceilândia (DF), presidente também falou sobre Flávio Bolsonaro, Celina Leão e Donald Trump

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Murilo Fagundes
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Adriano Machado/Reuters - 14.09.2026

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Adriano Machado/Reuters - 14.09.2026

O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, elevou o tom contra adversários políticos durante comício em Ceilândia, no Distrito Federal, nesta quarta-feira (16).

Lula concentrou parte do discurso na família Bolsonaro, fez críticas à condução da governadora do DF, Celina Leão (PP), e antecipou que pretende conversar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU.

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Ao falar da disputa presidencial, Lula afirmou que o adversário Flávio Bolsonaro (PL) queria “privatizar as praias” e fazer a população pagar para ter acesso ao mar. Na sequência, mirou Eduardo Bolsonaro, a quem chamou de “traidor da pátria” pela atuação nos Estados Unidos.

“Este país não comporta político vira-lata. Este país não comporta político que, de dia, mostra a bandeira nacional e, de noite, vai ficar de quatro pros Estados Unidos, pra bandeira americana”, afirmou Lula.

O presidente também disse que viajará no domingo para Nova York e que pretende dizer a Trump “para que não se meta nas eleições do Brasil”.

No cenário local, Lula direcionou críticas à governadora do Distrito Federal e candidata ao GDF, Celina Leão, ao tratar da crise envolvendo BRB e Banco Master. “A governadora, de forma cínica e mentirosa, tenta jogar a responsabilidade no governo federal”, disse. Lula também associou os problemas do banco à relação entre o ex-governador Ibaneis Rocha e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que o governo federal não dará dinheiro ao BRB.

O presidente ainda entrou na disputa pelo Senado no Distrito Federal. Lula pediu votos para as duas candidatas apoiadas por ele, Leila do Vôlei (PDT) e Erika Kokay (PT), e criticou, sem citar nomes, as adversárias Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) por indicarem familiares como suplentes.

Antes de Lula, a primeira-dama Janja também fez críticas à família Bolsonaro. Sem citar Michelle Bolsonaro nominalmente, afirmou: “Tem uma Bolsonara aqui de Ceilândia, vocês conhecem bem, digam não”. A ex-primeira-dama nasceu em Ceilândia.

Ao mencionar o caso Master, Janja afirmou ainda que os eleitores terão de escolher entre “quem tem rabo preso com Vorcaro e quem não tem”. “Nós não vamos retroceder”, declarou a primeira-dama durante o ato.

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