Economia

Selic a 13,75% freia investimentos e indústria, diz FIEMG

Federação considera o corte de 0,25 ponto percentual necessário, mas defende uma trajetória consistente de redução dos juros e maior equilíbrio fiscal

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Antonio Souza
Selic a 13,75% freia investimentos e indústria, diz FIEMG

A redução da taxa Selic para 13,75% ao ano ainda não é suficiente para aliviar os efeitos dos juros elevados sobre a economia brasileira, segundo avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (16) a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual.

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A decisão ocorreu em um cenário de desaceleração da inflação e de sinais de perda de dinamismo da atividade econômica. Mesmo com o corte, a FIEMG considera que a Selic continua em patamar restritivo para empresas e consumidores.

Segundo a federação, a taxa elevada encarece o crédito, adia investimentos e reduz a capacidade de expansão da indústria. Esses efeitos podem atingir a produção, o emprego e a competitividade do setor

“Mesmo com a redução, a Selic permanece em patamar elevado e continua encarecendo o crédito, restringindo investimentos e reduzindo a competitividade da indústria”, afirmou João Gabriel Pio, economista-chefe da FIEMG.

Segundo ele, a estabilidade de preços é necessária para o crescimento econômico, mas precisa ser acompanhada de condições que permitam às empresas investir, inovar e gerar empregos.

Indústria cobra trajetória de queda dos juros

A FIEMG considera o corte de 0,25 ponto percentual um passo necessário, mas defende uma trajetória contínua de redução da Selic.

Para a entidade, a combinação entre responsabilidade fiscal, inflação sob controle e queda gradual dos juros poderia destravar investimentos, elevar a produtividade e fortalecer a competitividade da economia brasileira.

A federação também argumenta que a previsibilidade da política econômica é importante para que as empresas possam planejar projetos de longo prazo.

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