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Pai de Vorcaro pede fim da suspensão de processo no STF

Defesa diz que Henrique Vorcaro está preso há mais de 90 dias e tem recurso contra a prisão preventiva ainda sem análise pela Segunda Turma

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Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro | Reprodução

Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro | Reprodução

A defesa de Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu nesta quarta-feira (16) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que revogue a suspensão do processo que trata de sua prisão preventiva e permita a análise do caso pela Segunda Turma da Corte.

Fachin determinou no sábado (12) a suspensão de processos relacionados ao Banco Master e às fraudes no INSS após assumir a relatoria da possível investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por conversas trocadas com Vorcaro.

Segundo os advogados, Henrique está preso preventivamente há mais de 90 dias e o recurso apresentado há mais de 30 dias para contestar a decisão sobre a prisão já conta com manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), mas não foi “sequer apreciado” e “muito menos pautado”.

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Eles também afirmam que o julgamento realizado na terça-feira (15) sobre as conversas entre Moraes e Vorcaro terminou sem estabelecer qual órgão do STF será responsável pelo processo de Henrique nem quem será o relator.

Outro argumento apresentado é que Henrique possui um quadro de diverticulite recorrente, uma inflamação no intestino que pode causar dores abdominais e outras complicações. Segundo a defesa, a doença tem “grande capacidade de risco à vida”.

Os advogados dizem ainda que o processo não envolve condutas de pessoas com foro no STF e que não haveria relação entre os fatos discutidos no caso e as supostas relações de Daniel Vorcaro com autoridades.

“A matéria diz respeito à tal Turma, que seria arregimentada por Daniel Vorcaro, para fins ilícitos. Nenhum político, nenhum Ministro, nenhuma autoridade, enfim, é mencionada naqueles fatos. Aliás, sem o menor esforço, pode-se apontar a mais absoluta ausência de qualquer grau de conexidade daqueles fatos com as anunciadas relações de Daniel com autoridades com foro nessa Corte. A competência do STF inexiste; nem em perspectiva!”, afirma a defesa.

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