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Operação Lívia mira grupo que viu morte em transmissão

Segunda fase da operação cumpre mandados no DF e em quatro estados; adolescentes de 14 a 17 anos estão entre os alvos

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Túlio Amâncio
Crime virtual (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Crime virtual (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) deflagrou nesta terça-feira (15) a segunda fase da Operação Lívia, que investiga uma rede virtual associada a práticas de extremismo, misoginia, crueldade contra animais, coerção psicológica, automutilação, indução ao suicídio e o que os investigadores denominam de “escravidão digital”.

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Todos os alvos desta nova fase acompanharam a transmissão da morte de Lívia, segundo a investigação. A informação surgiu a partir da análise do material apreendido durante a primeira etapa da operação.

Nesta terça, foram expedidos seis mandados de busca e apreensão domiciliar e seis medidas cautelares de busca e apreensão envolvendo adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos.

As medidas são cumpridas em cinco unidades da Federação: Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, responsável pelo inquérito desde o caso que deu origem à Operação Lívia. As polícias civis dos estados envolvidos atuam em apoio ao cumprimento das medidas.

O Ciberlab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, presta apoio técnico à investigação, principalmente na análise de evidências digitais, produção de inteligência cibernética e identificação de conexões entre os investigados.

Material da primeira fase levou a novos alvos

A análise de computadores, celulares e outras mídias apreendidas na primeira fase permitiu, segundo a polícia, identificar novos envolvidos e avançar sobre diferentes níveis da estrutura da rede.

Os investigadores também identificaram possíveis administradores e moderadores das comunidades virtuais investigadas.

A nova fase busca aprofundar a apuração sobre o funcionamento da rede e o papel desempenhado por cada integrante. Entre as práticas investigadas estão extremismo, misoginia, crueldade contra animais, coerção psicológica, automutilação e indução ao suicídio.

A investigação também apura a chamada “escravidão digital”, termo utilizado para descrever mecanismos de controle e submissão praticados dentro dessas comunidades.

Operação

Na primeira fase da Operação Lívia, cinco adolescentes foram apreendidos, além de um adulto preso.

Com as novas medidas, o número de adolescentes alcançados pela investigação chega a 11, segundo a polícia.

A segunda fase, de acordo com os investigadores, representa um avanço da apuração a partir das evidências encontradas nos primeiros alvos. O material analisado permitiu identificar novos integrantes e conexões dentro da estrutura investigada.

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