Nova perícia busca esclarecer morte de mulher de PM; imagens do banheiro mostram marcas do disparo no box e na toalha
Fabio Diamante, Robinson Cerantula
A Polícia Civil realizou uma nova perícia na casa onde Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O trabalho utilizou scanner 3D e luminol para tentar esclarecer a dinâmica do disparo e identificar possíveis vestígios de sangue no imóvel.
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Larissa foi encontrada dentro do banheiro com um tiro na cabeça. O marido dela, o policial militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, está preso temporariamente e é investigado por suspeita de feminicídio. Ele nega o crime e sustenta que a esposa tirou a própria vida.
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Imagens do banheiro mostram que o disparo atravessou a cabeça de Larissa, atingiu uma toalha e estilhaçou o box de vidro. O projétil também teria atingido uma parede antes de ser localizado e apreendido pelos peritos.
O banheiro é considerado o principal local para a investigação. A equipe técnica analisou os cômodos com equipamentos de mapeamento em três dimensões para reconstruir as posições da vítima, da arma e de possíveis envolvidos no momento do tiro.
A data de uma eventual reconstituição do crime ainda não foi definida.
A versão apresentada pelo policial é de que Larissa teria usado a arma dele para cometer suicídio após uma discussão relacionada ao fim do casamento. A família da jovem contesta essa hipótese e afirma que ela pretendia se divorciar e sofria com um relacionamento abusivo.
A trajetória do disparo é um dos elementos que levaram à prisão do PM. Segundo a perícia, o tiro atingiu o lado esquerdo da cabeça e atravessou o corpo da vítima de trás para a frente e da esquerda para a direita.
Os investigadores consideram que essa dinâmica seria incompatível com a hipótese de suicídio, especialmente porque Larissa era destra. A análise, porém, ainda deverá ser confrontada com outros vestígios e exames periciais.
Um laudo médico-legal registrou 14 hematomas nas mãos, nos pés e nas pernas de Larissa. O exame também apontou cabelos soltos presos à calça da vítima.
A origem das lesões ainda é investigada. Para a polícia, os vestígios podem indicar que houve uma luta antes do disparo, mas essa hipótese depende da conclusão dos demais exames.
Cães farejadores foram levados ao imóvel para procurar vestígios de sangue em diferentes cômodos. O banheiro estava limpo, e um galão de água sanitária foi encontrado dentro do box.
Peritos descreveram o local como “estranho” e “pouco compatível” com as versões apresentadas até o momento, segundo informações divulgadas sobre a investigação.
Caso ainda não foi concluído
A nova perícia deve ser analisada junto com o laudo da trajetória do tiro, os exames residuográfico e toxicológico, os depoimentos e as mensagens trocadas por Larissa antes da morte.
O conjunto de provas será usado para determinar se houve homicídio, suicídio ou outra dinâmica ainda não esclarecida. Até o momento, Vinícius Costa Silva é investigado, mas não foi condenado. A responsabilidade criminal só poderá ser definida após o encerramento das investigações e o devido processo legal.
O que se sabe sobre o caso de Larissa MorataNova perícia busca esclarecer morte de mulher de PM; imagens do banheiro mostram marcas do disparo no box e na toalhaCidades2026-09-12T02:21:25.614ZA Polícia Civil realizou uma nova perícia na casa onde Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O trabalho utilizou scanner 3D e luminol para tentar esclarecer a dinâmica do disparo e identificar possíveis vestígios de sangue no imóvel. Larissa foi encontrada dentro do banheiro com um tiro na cabeça. O marido dela, o policial militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, está preso temporariamente e é investigado por suspeita de feminicídio. Ele nega o crime e sustenta que a esposa tirou a própria vida. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Imagens do banheiro mostram que o disparo atravessou a cabeça de Larissa, atingiu uma toalha e estilhaçou o box de vidro. O projétil também teria atingido uma parede antes de ser localizado e apreendido pelos peritos. O banheiro é considerado o principal local para a investigação. A equipe técnica analisou os cômodos com equipamentos de mapeamento em três dimensões para reconstruir as posições da vítima, da arma e de possíveis envolvidos no momento do tiro. A data de uma eventual reconstituição do crime ainda não foi definida. + Trajetória do tiro é um dos principais elementos A versão apresentada pelo policial é de que Larissa teria usado a arma dele para cometer suicídio após uma discussão relacionada ao fim do casamento. A família da jovem contesta essa hipótese e afirma que ela pretendia se divorciar e sofria com um relacionamento abusivo. A trajetória do disparo é um dos elementos que levaram à prisão do PM. Segundo a perícia, o tiro atingiu o lado esquerdo da cabeça e atravessou o corpo da vítima de trás para a frente e da esquerda para a direita. Os investigadores consideram que essa dinâmica seria incompatível com a hipótese de suicídio, especialmente porque Larissa era destra. A análise, porém, ainda deverá ser confrontada com outros vestígios e exames periciais. + Laudo aponta hematomas e sinais de luta Um laudo médico-legal registrou 14 hematomas nas mãos, nos pés e nas pernas de Larissa. O exame também apontou cabelos soltos presos à calça da vítima. A origem das lesões ainda é investigada. Para a polícia, os vestígios podem indicar que houve uma luta antes do disparo, mas essa hipótese depende da conclusão dos demais exames. Cães farejadores foram levados ao imóvel para procurar vestígios de sangue em diferentes cômodos. O banheiro estava limpo, e um galão de água sanitária foi encontrado dentro do box. Peritos descreveram o local como “estranho” e “pouco compatível” com as versões apresentadas até o momento, segundo informações divulgadas sobre a investigação. Caso ainda não foi concluído A nova perícia deve ser analisada junto com o laudo da trajetória do tiro, os exames residuográfico e toxicológico, os depoimentos e as mensagens trocadas por Larissa antes da morte. O conjunto de provas será usado para determinar se houve homicídio, suicídio ou outra dinâmica ainda não esclarecida. Até o momento, Vinícius Costa Silva é investigado, mas não foi condenado. A responsabilidade criminal só poderá ser definida após o encerramento das investigações e o devido processo legal. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/o-que-se-sabe-sobre-o-caso-de-larissa-morata
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