Política

Flávio critica Dino por reconduzir chefe da PF: “Canetada”

Candidato à Presidência comentou decisão que anulou afastamento do diretor da PF determinado por Mendonça e afirmou que “caos” é um “legado de Lula”

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Ighor Nóbrega
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL | Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL | Saulo Cruz/Agência Senado

O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (9) que a recondução do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, é uma “canetada sem precedentes”.

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"O Brasil está sem presidente, sem comando, é o que estamos vendo. Tudo que está acontecendo aqui é um caos que é o legado do Lula", declarou o senador ao SBT News em Juiz de Fora (MG).

A volta de Andrei ao cargo foi uma decisão pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida anula o afastamento determinado pelo colega André Mendonça na terça-feira (8).

“Um ex-ministro do Lula, Flávio Dino, dá uma canetada completamente contra os precedentes históricos do Supremo contra a lei tentando interferir no processo judicial. O ministro revoga a decisão de outro ministro, o que também não pode numa ação que ele não tem nem competência", completou o presidenciável.

Flávio também comentou o episódio em seu perfil no X. Devido à sobreposição de decisões dos magistrados, ele pediu que o presidente da Corte, Edson Fachin, resolva “imediatamente” o impasse e leve a discussão ao plenário em sessão pública.

“O Brasil está sem presidente, virou várzea. Ministro Fachin tem que resolver isso, IMEDIATAMENTE, em sessão pública. Não é sobre esquerda ou direita, é sobre resgatar o Brasil do cativeiro”, escreveu o parlamentar.

O vai e vem de Andrei Rodrigues no comando da PF é o capítulo mais recente da crise interna do Supremo envolvendo os grupos de André Mendonça e de Alexandre de Moraes.

A tensão escalou na semana passada depois que Mendonça retirou o sigilo de parte do inquérito do Banco Master que envolve as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Moraes reagiu e pediu a Fachin que abrisse uma investigação contra Mendonça. Ele disse que relatórios de inteligência da PF apontam que o relator do caso Master cometeu crimes de improbidade administrativa e abuso de autoridade.

A produção desses relatórios foi um dos motivos citados por Mendonça para afastar Andrei da Polícia Federal. A pedido do próprio diretor da corporação, Dino o reintegrou ao cargo.

Caiado também comenta

O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, declarou que os ministros do STF “passaram de todos os limites", mas afirmou que a decisão de Flávio Dino “supera qualquer patamar”.

“Virou imperador do Brasil e implodiu a segurança jurídica. Ditadura da Toga, não!”, escreveu o ex-governador em seu perfil no X.

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