Raquel Landim
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Coluna da Raquel

Raquel Landim é âncora do SBT News. Formada em jornalismo pela USP, com passagem pelos principais jornais do país, é autora do livro reportagem Why Not sobre a delação da JBS pela editora Intrinseca.

Política

Parlamentares contestam interferência de Dino ao proibir novas leis que criam penduricalhos

Nos bastidores, líderes concordam com teto do funcionalismo, mas dizem que Supremo não pode determinar constitucionalidade de projeto de lei

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O ministro do STF Flávio Dino | Rosinei Coutinho/STF
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A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de proibir novas leis que criem "penduricalhos" no serviço público gerou um novo mal-estar entre os Poderes Legislativo e Judiciário.

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Parlamentares ouvidos pela coluna reafirmam que o teto de remuneração do funcionalismo público é constitucional, mas que o STF só pode se manifestar após virar lei.

"O teto é constitucional. A decisão do ministro é redundante. Só que o Judiciário não pode impedir o parlamento de criar leis", disse um líder que preferiu não se identificar.

"O STF não pode declarar a inconstitucionalidade de um projeto de lei. Para isso existe a CCJ", afirmou outro que também optou pelo anonimato.

Conforme um líder, o Legislativo define a constitucionalidade de uma medida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — uma das mais importantes da Câmara dos Deputados.

Portanto, ao ser aprovado, um projeto é considerado constitucional ou não pelo Legislativo. E só depois de virar lei segue para a análise do Judiciário.

Em sua decisão, Dino lembra que, desde 2000, o STF já arbitrou 12.925 casos sobre o teto do funcionalismo público, que é limite dos salários da própria corte.

"Esse método caso a caso não é condizente com a autoridade do STF e com a eficácia vinculante de suas decisões, tampouco com a decisão constitucional que haja um teto remuneratório".

O tema dos "penduricalhos" é impopular e sensível para os parlamentares, principalmente em ano de eleição. Eles, no entanto, acabam cedendo a pressões dos lobbies do funcionalismo para aprovar novas leis. Procurado, o presidente da Câmara, Hugo Motta, não se manifestou.

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