Política

PF vai ouvir Fachin para saber o que enviar sobre ministros

Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, quer ouvir o presidente do STF antes de entregar relatórios de ministros

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Carla Araújo
Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo | Divulgação/Alejandro Zambrana/STF

Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo | Divulgação/Alejandro Zambrana/STF

Apesar de ter determinado a individualização de todas as citações a ministros do Supremo Tribunal Federal no caso Master, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, deve alinhar primeiro com o presidente da Corte, Edson Fachin, qual procedimento deve ser adotado pelos investigadores.

Na prática, Andrei quer ouvir de Fachin se deve enviar relatórios com todas as menções ou se a PF só deve encaminhar o que entender que contém indícios contra algum integrante da Corte.

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De acordo com fontes da PF, Rodrigues quer evitar chegar com os relatórios já prontos e tem afirmado que só após o encontro desta terça-feira (13) serão definidos quais documentos serão ou não produzidos e entregues pela PF.

O clima entre Fachin e a cúpula da PF, segundo apurou a coluna, não é dos melhores. Há certa desconfiança por parte dos investigadores sobre a conduta que será adotada por Fachin, a quem atribuem certo alinhamento com a ala do ministro André Mendonça.

Há pelo menos seis ministros com envolvimento direto ou indireto com Vorcaro. Todos negam irregularidades.

Em ofício enviado por Fachin a Andrei no dia 2 de outubro, o presidente do STF transmitiu alguns recados. Afirmou que nenhum fato nem ninguém deve ficar de fora da apuração e pediu o envio de “relatório, expediente ou conjunto de informações onde tenham sido apresentados integralmente, sem exceção de pessoa, os fatos correlatos, e que serão dados os encaminhamentos devidos”.

A fala foi interpretada no STF como um alerta, uma vez que a crise do Master também desgastou a relação entre o chefe da PF e o presidente do Judiciário. Integrantes dos entornos de Fachin e Mendonça fazem críticas à proximidade entre Andrei e Moraes.

No STF, conforme mostrou a coluna, a atenção já recai sobre a atitude de Fachin, diante da expectativa de que o material seja entregue pela PF hoje ou nos próximos dias.

Ao menos dois magistrados ouvidos pela coluna acreditam que Fachin não tomará providências de forma acelerada e que possivelmente remeterá o tema para apreciação da PGR.

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